Prefeitura vai rever escala de guardas em posto de saúde

Irmã entrega suspeito de arrombamento e furto de medicamentos à polícia
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
por Alerrandre Barros
Foto de capa
A farmácia do posto do Suspiro voltou a atender nesta sexta (Foto: Alerrandre Barros)

Um dia após a descoberta do arrombamento e furto de medicamentos do posto Sylvio Henrique Braune, no Suspiro, a Prefeitura de Nova Friburgo informou que vai rever a escala de trabalho dos guardas municipais que fazem a segurança do local.

A farmácia do posto foi invadida na noite de quarta-feira, 14. Segundo o diretor do posto, Rodrigo Nicolau, o guarda municipal que vigia a unidade contou que saiu para jantar e, quando retornou, por volta das 22h30, constatou, ao fazer a ronda, que a farmácia havia sido arrombada. A constatação do dano foi feita na manhã seguinte, quando funcionários voltaram a trabalhar depois do recesso de Carnaval.

A VOZ DA SERRA perguntou à Guarda Municipal, através da Subsecretaria de Comunicação Social, se o agente que fazia plantão na unidade tinha autorização para sair do posto para jantar, sem antes trocar de lugar com o outro guarda. Em nota, a prefeitura lamentou o ocorrido e disse que vai rever a escala de trabalho no posto.

“A municipalidade lembra que se trata de um fato isolado e lamenta profundamente o ocorrido. O comando da Guarda Municipal se comprometeu a rever a escala de trabalho para que situações como esta não ocorram novamente”, diz a nota. 

A Polícia Civil identificou na tarde de quinta-feira, 15, um suspeito do furto. O homem está internado no Hospital Municipal Raul Sertã, após tentar suicídio por overdose. Foi a irmã quem o denunciou à polícia. Parte dos medicamentos foi recuperada.

Na manhã desta sexta-feira, 16, a farmácia voltou a funcionar e distribuir medicamentos aos pacientes. Na quinta, 15, o setor ficou todo o dia fechado para levantamento dos danos e contabilidade do medicamentos furtados. Pacientes que foram ao local com receitas em mãos tiveram que voltar para casa.

De acordo com levantamento da Secretaria municipal de Saúde, cerca de 20 mil comprimidos, incluindo medicamentos controlados, de uso contínuo, fornecidos pelo estado foram levados da farmácia, além de mouses, um teclado, um nobreak, um telefone sem fio e até canetas. Quebraram impressora, computador. Documentos foram molhados com Guaravita. O governo não divulgou o custo do prejuízo.

 

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