Praça das Colônias será finalmente reinaugurada neste sábado

Atrasos não permitiram que a obra ficasse pronta a tempo das comemorações do bicentenário
segunda-feira, 16 de julho de 2018
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa

Após três anos de obras de ampliação e revitalização, paralisadas algumas vezes por falta de repasses do governo federal, a Praça das Colônias, no Suspiro, será finalmente reinaugurada neste sábado, 21, às 10h. Os atrasos não permitiram que a obra ficasse pronta a tempo das comemorações do bicentenário de Nova Friburgo, há dois meses.

A reforma incluiu uma série de melhorias no local, como um telhado novo. Orçado em cerca de R$ 500 mil, o projeto previu ainda a reforma da cozinha, do restaurante e reparos nos banheiros, que receberam adaptações para portadores de necessidades especiais. Foi construído também um depósito para o restaurante e instalado um sistema de captação de águas das chuvas para a manutenção de jardins e limpeza.

A reforma faz parte de um convênio firmado entre o município e o Ministério do Turismo,‭ ‬intermediado pela Caixa Econômica Federal. As obras, realizadas pela Caledônia Construtora Ltda,‭ ‬empresa vencedora da licitação‭, começaram no início de junho de‭ ‬2015,‭ ‬mas foram interrompidas pela primeira vez três meses depois.‭ ‬O ponto turístico deveria ter sido reaberto no início de 2016.

O objetivo do espaço, segundo o presidente da Associação das Colônias de Nova Friburgo (Ascofri), Alex Alfaya, é fazer do local um ponto disseminador da multiculturalidade do município e fomentar o turismo. Apesar da reforma, o espaço continua com dez salas, uma para cada um dos dez povos colonizadores de Nova Friburgo: portugueses, suíços, alemães, italianos, libaneses, japoneses, espanhóis, austríacos, húngaros e pan-africanos. A lista não inclui França e Israel, nações amigas que têm seus pavilhões na entrada do espaço.

Apesar de a França não figurar oficialmente entre os países colonizadores, coube ao médico francês Jean Bazet acompanhar a primeira leva de suíços, contratado pela Coroa portuguesa. Ele também foi o primeiro administrador da vila. Da França também veio o paisagista François Marie Auguste Glaziou, que projetou os jardins do Country Clube e da Praça Getúlio  Vargas.

A importância de cada colônia

  1. Suíça:  Em 1818, Dom João VI autorizou a vinda de cerca de cem  famílias do Cantão de Fribourg, numa experiência pioneira no Brasil, fazendo surgir em 1820 a vila de Nova Friburgo, a primeira colonizada por não-portugueses no Brasil.
  2. Alemanha: A presença alemã em Nova Friburgo se deu 1824, quando chegaram os primeiros imigrantes alemães contratados. Trouxeram com eles a religião luterana. Em 1911, novas levas de imigrantes desenvolveram um parque industrial que revolucionou a economia da cidade e regiões vizinhas.
  3. Itália: Os primeiros italianos chegaram a Nova Friburgo por volta de 1855. Destacaram-se no comércio, como a Casa Miele, Vassalo, Lo Bianco, Spinelli, Mina de Ouro, profissões liberais e na vinda de instituições religiosas, como os colégios Anchieta e Nossa Senhora das Dores. A Colônia comemora o seu dia em 2 de junho, dia da unificação italiana.
  4. Líbano: Chegaram por volta de 1870, trabalhando inicialmente como mascates e depois se destacando em diversas atividades.
  5. Japão: Chegaram em 1927, capitaneados pelo engenheiro agrônomo Tohoro Kassuga. Logo se destacaram na agricultura.
  6. Espanha: Chegaram no fim do século XIX. Destacaram-se no comércio, nas olarias e na construção civil (prédio do Colégio Anchieta). A religiosidade é uma característica marcante: o Colégio Nossa Senhora das Mercês foi fundado por uma ordem espanhola.
  7. Portugal: A presença portuguesa na região remonta ao século XVIII, quando o Brasil ainda era uma colônia de Portugal.
  8. Áustria: Brasil e Áustria têm laços desde o casamento de Dom Pedro I com Dona Leopoldina. Em Nova Friburgo, os austríacos se destacaram nas indústrias têxteis e no comércio.
  9. Hungria:  Foram pioneiros em muitas atividades, entre elas hotelaria e na gastronomia.
  10. Pan-Africana: Também estão presentes desde século XVIII, em fazendas ou quilombos.  Em muito contribuíram para o progresso da cidade.

 

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