Pesquisas e acordos visam a igualdade de gênero

Segundo Fórum Econômico Mundial, serão necessários 108 anos para pôr fim às diferenças
sexta-feira, 08 de março de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Pesquisas e acordos visam a igualdade de gênero

Nesta sexta-feira, 8, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Pela data, foi firmado um acordo de cooperação técnica entre a ONU Mulheres Brasil e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem como meta a equidade, com a promoção de ações para a redução das desigualdades de gênero, raça e etnia, entre outros detalhes. A adesão do STJ ao movimento ElasPorElas (HeForShe), que é mundial, é apenas mais um passo para a discussão dessas questões, já que o Dia da Mulher tem por finalidade avaliar o longo caminho que ainda precisa ser percorrido quando se trata da igualdade de gênero.

Segundo as informações de 2018 da pesquisa “Global Gender Gap Report”, levantamento realizado anualmente pelo Fórum Econômico Mundial, sediado em Genebra, na Suíça, serão necessário 108 anos para que haja igualdade de gêneros e ainda 202 anos para que exista paridade entre homens e mulheres no mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa, houve uma estagnação da proporção de mulheres no mercado e uma considerável diminuição da representação feminina na política mundial.

As informações também avaliam questões como acesso à saúde e educação, igualdade salarial e o número de mulheres em cargos profissionais. Sobre os cargos, houve uma diminuição nesse hiato entre homens e mulheres, quando comparado ao levantamento de 2017. No período, o tempo necessário para alcançar a igualdade no mercado de trabalho era de 217 anos, o que leva a uma diminuição de 7,4% em comparação ao ano passado.

Mas a visão geral da desigualdade continua crescente. O estudo avalia quatro pilares principais da economia mundial: oportunidade econômica; empoderamento político; realização educacional; e saúde e sobrevivência. Ainda segundo a pesquisa, do ponto de vista econômico, a diferença de renda entre homens e mulheres é de quase 51%, com as mulheres ocupando apenas 34% dos cargos de liderança em todo o mundo.

Enredos das escolas campeãs

Assuntos como respeito às mulheres, igualdade de gênero e violência contra a mulher foram recorrentes até mesmo no carnaval, que este ano foi realizado em março, mês da mulher. Enquanto no Rio de Janeiro, a grande campeã, a Mangueira, lembrou o assassinato da vereadora Marielle Franco, morta a tiros em março do ano passado, no desfile das escolas de São Paulo, a vencedora Mancha Verde passou pela avenida com um enredo sobre Aqualtune, a avó de Zumbi dos Palmares, e a sua luta pelos direitos de negros e mulheres, que tratava abertamente sobre o problema da violência contra a mulher.

Prefeitura faz mutirão social

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, a prefeitura de Nova Friburgo, por meio das secretarias de Saúde e de Assistência Social, organizou uma série de atividades, que serão realizadas a partir das 9h desta sexta-feira, 8, na Estação Livre (antiga rodoviária urbana), no Centro.

Na programação estão assuntos como: ISTs e distribuição, com a distribuição de preservativos; pré-natal de baixo e alto risco e informações sobre locais de atendimento disponíveis na rede pública de saúde; amamentação e banco de leite; prevenção sobre câncer de mama e de colo de útero; e saúde da mulher na terceira idade.

No local será realizada ainda, das 9h às 13h, a imunização com aplicação das vacinas DT, HB, Febre Amarela e Tríplice Viral. Também está prevista uma mesa redonda, das 10h às 14h, sobre métodos contraceptivos e planejamento familiar. Encerrando o evento, às 15h, tem apresentação de dança, com Jady Sara.

“Mulher Cidadã Heloneida Studart”

A Câmara dos Vereadores de Nova Friburgo, por meio da Comissão de Direitos Humanos, da Mulher e das Pessoas com Deficiência, realiza nesta sexta-feira, 8, às 18h, a solenidade para entrega da medalha “Mulher Cidadã Heloneida Studart”.

Estabelecida pela resolução legislativa 1933/2012, a medalha é entregue, todos os anos, a mulheres friburguenses que realizam ou realizaram trabalhos relevantes para o desenvolvimento do município.

A medalha é uma reverência à saudosa Heloneida Studart, jornalista, escritora e política, que ficou conhecida por sua atuação pelos direitos das mulheres, falecida em 2007.

Este ano, recebem a homenagem: Irinea Leite Mansur, Maria Beatriz Abicalil Couto e Maria da Saudade Medeiros Braga. A sessão de entrega das medalhas será presidida pela vereadora e presidente da Comissão, Vanderleia Abrace Essa Ideia (DEM), com a presença dos parlamentares Nazareth Catharina (PRB) e Isaque Demani (MDB), membros da Comissão da Mulher.

 

Publicidade
TAGS: