Perigo a toda hora

terça-feira, 04 de agosto de 2015
por Jornal A Voz da Serra

A EDIÇÃO DE ontem de A VOZ DA SERRA noticiou mais uma vez as tragédias cotidianas do trânsito registrando capotagens e colisões provocados em nossa cidade. Velozes e sem cautela, inúmeros motoristas e pedestres são frequentemente vítimas de acidentes por falta de atenção e conscientização sobre os riscos dessa difícil convivência.  

PISTAS COMO a RJ-116, a estrada Mury-Lumiar e a estrada Tere-Fri, além das ruas e avenidas centrais, se transformam em perigo iminente, pois não oferecem uma segura condição de trajeto e travessia. São arriscadas a toda hora do dia.   

NÃO É A primeira vez que este jornal aborda o assunto, e, por mais que se fale, percebe-se o desinteresse de muitos sobre a conscientização para os riscos do trânsito diariamente. O Brasil é campeão em acidentes e vítimas do trânsito irresponsável, levando as autoridades a se preocuparem bastante com o problema. Diariamente Nova Friburgo conta com acidentes, indicando que infelizmente a tendência não é diminuir.

PARA QUE os acidentes não aumentem, torna-se necessária uma ampla campanha de conscientização levando motoristas e pedestres a compreender a extensão da grave situação, visando a diminuição dessas estatísticas. Entretanto, diminuí-las não depende apenas do governo. Depende, fundamentalmente, dos próprios motoristas e da sociedade organizada, notadamente os meios educacionais.

É NECESSÁRIO desencadear um processo de informação que começa bem cedo, ainda nos bancos escolares. Nova Friburgo, por sua limitada área de circulação e o excessivo número de veículos, deve se preocupar com o tema enfrentando o problema e propondo saídas mais criativas e preventivas. Para tanto, torna-se urgente unir os poderes públicos e a comunidade numa mobilização permanente de prevenção de acidentes no trânsito.

O TRABALHO da Secretaria de Mobilidade Urbana busca disciplinar o trânsito na cidade e muitas medidas vêm sendo adotadas. Porém, não basta apenas o trabalho do poder público. É hora de informar, educar e conscientizar. É preciso um trabalho de longo prazo, que exigirá, além do esforço governamental, uma tomada de consciência da população que, em última instância, será a maior beneficiária.

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