Pátio da Smomu pode ser pequeno para comportar toda a feira de Olaria

Novo projeto da prefeitura para o local enfrenta resistências também de moradores
sábado, 31 de agosto de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
A feira de Olaria: mudança enfrenta resistência de feirantes e moradores (Fotos de Henrique Pinheiro)
A feira de Olaria: mudança enfrenta resistência de feirantes e moradores (Fotos de Henrique Pinheiro)

Na última terça-feira, 27, representantes da Prefeitura de Nova Friburgo apresentaram a feirantes do bairro Olaria ideias iniciais do projeto de transferência da feira livre das ruas Presidente Vargas e Manoel Lourenço Sobrinho para o pátio da Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (Smomu), na Rua Vicente Sobrinho. A mudança enfrenta resistência de feirantes e moradores. 

A ideia da prefeitura é transformar o pátio em um grande galpão, onde ficariam dispostas as barracas padronizadas e desmontáveis. O muro que hoje separa a Smomu da Rua Vicente Sobrinho seria demolido, de modo que os feirantes pudessem também ocupar a via com suas barracas. Segundo o presidente da Associação de Feirantes, Leone Custódio, a ideia não foi bem recebida. 

“Eles (a prefeitura) querem reduzir o tamanho da banca. Isso vai prejudicar os feirantes. Além disso, disseram que a cobertura ocuparia só 60% do pátio. Ou seja, só teríamos esse espaço dentro do pátio da Smomu. Não vai caber todo mundo. Cerca de 170 feirantes trabalham no bairro. São mais de 400 bancas”, disse o presidente da Associação dos Feirantes.

Segundo Leone Custódio, a prefeitura vai apresentar uma nova proposta para as barracas. Ele disse também que não há nada definido sobre a transferência da feira livre, que funciona há mais de 60 anos em Olaria, às quintas-feiras e aos domingos. “Os feirantes e os moradores estão divididos. Há quem goste da ideia, mas há aqueles que não querem a mudança”, acrescentou. 

A reunião (foto) aconteceu no salão da Igreja Batista de Olaria e contou com a participação do pastor Nilson Godoy, diretores da Associação dos Feirantes, liderada por Leone Custódio, do secretário municipal da Casa Civil, Walter Thuller, e do arquiteto e subsecretário de projetos do Escritório de Gerenciamento, Convênios e Projetos da prefeitura (EGCP), Sérgio Abi-Râmia Levorato. 

Além da cobertura no pátio, da ocupação da Rua Vicente Sobrinho e das barracas padronizadas, o projeto da prefeitura prevê banheiros e escritórios para a Associação de Feirantes e Secretaria municipal de Agricultura dentro da feira livre. Foi também destacado no encontro que somente os feirantes cadastrados junto à prefeitura poderiam utilizar o novo espaço. 

Projeto anterior previa praça

A prefeitura decidiu ceder o pátio da Smomu para os feirantes depois de críticas ao projeto anterior do prefeito Renato Bravo, que queria transformar o espaço em uma praça com espaço para atividades físicas e culturais. A prefeitura lançou, em abril, edital para licitação das obras, mas desistiu porque a ideia não agradou moradores. 

No local, seria construído um palco com concha acústica em concreto armado para apresentações artísticas. Ao lado do palco, um quiosque coberto e com uma área pergolada, com mesas e cadeiras. Também estava prevista construção de um parquinho infantil. A praça teria ainda uma academia para a terceira idade. Aos fundos, o muro seria ilustrado com grafites de artistas locais.

A prefeitura estimava investir até R$ 862 mil na obra, mas o projeto foi cancelado, depois de críticas de moradores e comerciantes que consideraram a construção da nova praça desnecessária, tendo em vista que já existe no bairro, próximo ao pátio da Smomu, a Praça 1º de Maio, ao lado da Igreja de Nossa Senhora das Graças, e o parque de eventos da Via Expressa. Após ouvir lideranças de Olaria, o governo desistiu da ideia da nova praça. 

 

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