Parque Dom João VI: placas indicativas x manilhas quebradas

Vandalismo contrasta com iniciativa de moradores
terça-feira, 29 de outubro de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
As placas indicativas do bairro (Fotos: Henrique Pinheiro)
As placas indicativas do bairro (Fotos: Henrique Pinheiro)

 

Os moradores do Parque D. João VI, bairro próximo a Rodoviária Sul e Varginha, tem motivos para sorrir e se orgulhar. Com recursos próprios, eles conseguiram realizar uma desejo antigo: colocar placas que sinalizem o bairro.

Parece algo simples, mas acreditem, na região, esse tipo de sinalização era praticamente inexistente, até então. Isso porque as poucas placas indicativas estavam velhas, com os letreiros apagados ou vandalizadas.

Com as próprias mãos, os moradores colocaram as placas indicativas na entrada do Parque D. João VI. É possível avistar a primeira placa no início da Alameda do Canal, que é a principal rua do bairro.

Um dos porta-vozes da União dos Moradores – que engloba os bairros Parque Dom João VI, Parque Real, Parque Imperial e Alto do Mozer – Eduardo Trigo, comemorou a conquista. Segundo Eduardo, a espera foi longa, mas a sensação é dever cumprido.

“Era um sonho antigo poder localizar nossa região para quem conhece pouco o local e passar uma mensagem agradável a todos que passarem por aqui. Já tínhamos a arte pronta há 4 anos e com doações dos moradores, membros do nosso grupo, conseguimos transformar esse sonho em realidade”, vibrou.

Ainda de acordo com o porta-voz da União dos Moradores, o próximo passo é colocar placas indicativas por toda a região. Segundo Eduardo, essa ação que contou com a adesão de muitos moradores, dá força e inspiração para novas conquistas.

“Ainda temos o desejo de fazer o mesmo para o Alto do Mozer e o Parque Real, que são as outras duas localidades daqui. Isso só nos dá a certeza de que quanto mais união, mais e maiores serão as conquistas”, finalizou.

Por outro lado, o  ditado popular “tudo que é bom dura pouco” parece se aplicar bem aos moradores da região do Parque D. João VI. Se na reportagem acima há motivos de sobra para comemorar, agora há motivos de sobra para lamentar. Isso porque desde 2018, manilhas que serviriam para melhorar o fluxo de água que sai da nascente e vai para o lago, foram jogadas e deixadas sem qualquer proteção a espera da realização do serviço, na Rua Dom Pedro II, no Parque Imperial. O projeto é a revitalização da área que, antigamente, era aberta e hoje está tomada por mato e sujeira.

Segundo um dos integrantes da União do Moradores, Eduardo Trigo, o secretário de Serviços Públicos, Amarílio Salarini, foi até o local e conversou com os moradores sobre o projeto. Abandonadas por cerca de dez meses, as manilhas foram alvo de vândalos que quebraram boa parte do material.

Eduardo afirma que alertou a prefeitura sobre a falta de proteção das manilhas. “Há duas semanas conversamos com a subsecretária de Serviços Públicos e ela conversou com o Amarilio Salarini. Novamente, pedimos a instalação dessas manilhas. O secretário disse que as manilhas não serviam paro local. Na época em que o material foi colocado, em dezembro de 2018 e em agosto de 2019, desconhecíamos essa informação da parte dele”.

Ainda de acordo com Eduardo, havia o receio de que, caso o material fosse retirado, não haveria a substituição por novas manilhas que estivessem dentro do padrão do projeto. “Nosso medo era, e inclusive falamos para a Subsecretária Patrícia, que se retirassem (as manilhas) não voltariam mais. Era um filme que já havíamos visto. Ela balançou a cabeça,  concordando”.

O que diz a prefeitura?

Em nota, a prefeitura informou que as manilhas que estavam na Rua Dom Pedro II, no Parque Imperial, foram removidas na manhã da última terça-feira, 29. 

 

LEIA MAIS

Previsão era que a segunda etapa da obra ficasse pronta até o final de abril. Prazo agora é junho

Obra é uma antiga reivindicação e vai custar R$ 1.239.646. Previsão de conclusão é em setembro

Estimativa de gasto é de R$ 175.958,76. Somado ao valor das obras de instalação da cobertura nos lados norte e sul, intervenções vão totalizar R$ 1.208.142,92

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 75 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: obra