Pare e Curta: 48 horas de cinema na Estação Livre

Projeto piloto de exibição de curtas-metragens busca formação de plateia
sábado, 15 de dezembro de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
A sessão deste sábado de manhã (Foto: Paula Valviesse)
A sessão deste sábado de manhã (Foto: Paula Valviesse)

A Estação Livre, no Centro de Nova Friburgo,foi palco nesta sexta-feira, 14, e sábado, 15, das 10h às 22h, do evento “Pare e Curta na Estação Livre”. O projeto tem como objetivo disseminar a arte dos curtas-metragens produzidos no Brasil, promover o acesso aos filmes e a formação de plateia no município.

Idealizado por Yan Muniz, o evento conta com mais de 50 filmes nacionais premiados em festivais e as sessões possuem temáticas voltadas ao público: infantil; diretores friburguenses e filmes realizados na cidade; experimentais e documentário; terror e LGBT.

As sessões, com 24 horas de exibição ininterrupta a cada dia, chamou a atenção dos friburguenses. Segundo a curadora do projeto, Renata Spitz, as sessões infantis foram as que atraíram o maior público. Para ela, por ser a primeira vez que um evento como este é realizado em um espaço público da cidade, a participação das pessoas foi bastante significativa.

“Essas exibições são novidade na cidade, tivemos horários de pico de público, com maior envolvimento nas sessões infantis, mas como aqui é um local muito movimentado, as pessoas sempre param, seja esperando ou ônibus ou somente de passagem. Esse é um projeto piloto, agora vamos ver o que deu certo e o que precisa melhorar e avaliar como serão as pŕóximas edições. Nosso objetivo é a formação de plateia e que esse evento passe a fazer parte do calendário da cidade”, conta Renata.

A iniciativa segue exemplos de outras cidades brasileiras e estrangeiras, que já tem festivais consagrados. Para os responsáveis pelo projeto, essa ação é um primeiro passo em direção a ampliação do acesso aos conteúdos audiovisuais, especialmente os formatos curta-metragem, valorizando a cultura e também abrindo mais uma porta para o turismo.

“A gente pode observar que algumas pessoas que passaram por aqui nunca tinham tido acesso esse tipo de material, algumas nem mesmo assistiram filmes em cinema. Compreendemos que a formação de plateia é algo que acontece a longo prazo, mas é preciso investir em cultura e garantir o acesso primeiro”, afirma Renata.

 

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