“Para onde vão nossos impostos?”, pergunta quem vive no Solares

Loteamento precisa de obras estruturais e moradores pedem apoio do poder público
terça-feira, 16 de abril de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
“Para onde vão nossos impostos?”, pergunta quem vive no Solares

Nos loteamentos Solares 1 e 2, em São Geraldo, moram aproximadamente 1.500 pessoas. Distante cerca de dez quilômetros do centro da cidade, a localidade apresenta problemas que carecem de urgente atenção do poder público. Considerado pacato, o Solares é um bom lugar para se viver, dizem os moradores, mas a pavimentação precária, falta de capina, horários de ônibus irregularidades e iluminação pública deficientes frustram quem vive lá.

Osane Heringer e Marcos Pereira moram há mais de 30 anos no Solares e aproveitaram a visita de nossa equipe de reportagem para pedir que a Prefeitura de Nova Friburgo olhe com mais carinho para o Solares. Segundo Osane, que representa a associação de moradores, equipes de secretarias da prefeitura não aparecem por lá há muito tempo. “O asfalto da Rua Renato Arnaldo Silveira Lopes (principal acesso) está uma vergonha. Há anos não temos melhorias, nenhuma revisão. A única coisa feita aqui foi uma capina e assim mesmo uma vez, só por conta das aulas que estavam para se retomadas. Mesmo assim só o entorno da creche foi capinado. O restante foi deixado para trás”, reclamou a líder comunitária.  

De acordo com Marcos, os serviços essenciais que devem ser feitos com urgência no Solares são  “capina, tapa-buracos sem ser maquiagem com pó de asfalto e a troca de lâmpadas queimadas nos postes. As ruas estão escuras e os moradores ficam apreensivos ao terem que andar pelas ruas à noite. Além da escuridão, as vias estão muito esburacadas, o que aumento o risco de acidentes”, disse.     Há mais de um ano Osane tenta uma audiência com o prefeito Renato Bravo para apelar por melhorias urbanas, mas sem sucesso.

“Já estive na Ouvidoria, secretarias de Obras e Serviços Públicos, deixei ofícios em cada uma, mas não fui recebida por ninguém. Eles não me informaram nada e nem o que poderiam fazer para melhorar nossa situação. Inclusive, a Secretaria de Serviços Públicos perdeu o ofício que eu havia deixado e tive que levar outra via semana passada. Na Ouvidoria um funcionário me disse brincando que se eu conseguisse uma reunião com o Renato Bravo, era para avisar que ele ia junto, porque até pra quem é da prefeitura está difícil falar com ele”, reclamou.

Outras reivindicações como mais horários da linha de ônibus que liga o Solares ao Centro, sinalização e manutenção dos bueiros também foram enumeradas pelos moradores.

“Há mais de um mês estivemos na empresa Faol para pedir que os horários fossem cumpridos, porque na parte da tarde não temos partidas como anteriormente. Os ônibus não cumprem os horários da tabela. Já fiquei mais de uma hora e 15 minutos esperando pelo transporte. Em relação a sinalização, o Solares também é muito carente. Quase não tem placas com os nomes das ruas. A maior parte dos bueiros está sem tampa, o que pode ocasionar em uma queda de uma criança, de um idoso. Muitos deles também estão entupidos e tudo que por lá desce, volta e as ruas, a cada chuva ficam mais sujas”, dizem Osane e Marcos que questionam: “Gostaria que o prefeito nos informasse para onde vai o dinheiro dos nossos impostos”.

Coleta de lixo, quadra esportiva e creche aprovadas

Os pontos positivos ficam por conta da coleta de lixo, quadra esportiva e a creche municipal. De acordo com Osane e Marcos, a coleta é feita regularmente. “Precisamos é de lixeiras maiores para colocar em alguns pontos e assim o lixo não ficar exposto durante muito tempo nas ruas até o caminhão passar. A quadra está em boas condições e as crianças se divertem. A creche funciona perfeitamente, tudo ali está em bom funcionamento. Nada a reclamar do serviço escolar”, disseram.

A Empresa Brasileira de Meio Ambiente, responsável pela coleta de lixo no município, esclarece que fornece, anualmente, papeleiras (“lixeiras de poste”), de acordo com o contrato de concessão. Cabe, no entanto, á prefeitura, definir os locais a serem instaladas.

Entramos em contato com a prefeitura para repercutir os questionamentos dos moradores quanto a necessidade de serviços no loteamento, mas até a atualização desta notícia não obtivemos resposta.

 

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