Oito anos depois, edifício na Cristina Ziede é desinterditado

Prédio partido ao meio na tragédia de 2011 passou por obras de reforma
quarta-feira, 09 de janeiro de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Oito anos depois, edifício na Cristina Ziede é desinterditado

O emblemático edifício Monte Carlo, que foi partido ao meio na tragédia climática de 2011, em Nova Friburgo, está totalmente liberado para ocupação de moradores, informou a Defesa Civil municipal, na última segunda-feira, 7. Localizado na Rua Cristina Ziede, no Centro, o prédio passou, nos últimos dois anos, por obras de reforma em sua estrutura.

Com o término das intervenções, a empresa contratada para recuperação dos apartamentos emitiu um relatório que foi entregue aos engenheiros da Defesa Civil. Após vistoria do órgão, o prédio foi liberado. De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel João Paulo Mori, o edifício continuará sendo monitorado por mais um ano para garantia da segurança dos moradores.

Iniciada em março de 2017, as obras de reconstrução de parte do prédio que desabou custou em torno de R$ 400 mil e foi paga pelos proprietários. O Monte Carlo foi construído há mais de 30 anos e possui 18 apartamentos divididos em dois blocos. Além de duas coberturas, os amplos imóveis possuem dois a três quartos.

Na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, o deslizamento de uma grande encosta atrás do prédio destruiu um dos quartos e parte do banheiro de quatro apartamentos e uma cobertura do bloco B (foto). A partir de então, a bucólica rua se transformou em um triste “ponto turístico” para muitas pessoas que vinham à cidade em busca de evidências da maior catástrofe climática registrada na história do país.


O local se tornou tão simbólico para o município - principalmente por estar no centro da cidade, em área nobre, e onde uma tragédia desse porte era impensável - que foi um dos pontos visitados pela ex-presidente Dilma Rousseff e registrado por diversos veículos midiáticos do Brasil e do mundo. No entorno do prédio, sete casas foram soterradas e vinte e duas pessoas morreram.

A possibilidade de reconstrução do prédio surgiu depois que as secretarias municipais de Defesa Civil e Meio Ambiente emitiram laudos autorizando os proprietários a  decidir o destino que dariam a seus imóveis. Com isso, em setembro de 2016, a empresa administradora do prédio iniciou um amplo levantamento de custos para a realização da obra.

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TAGS: Obras | 2011