Obra que interdita Farinha Filho está perto do fim

Parede de galeria subterrânea cedeu e provocou obstrução; rua costuma sofrer seriamente com alagamentos
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
A rua com os paralelepípedos já assentados (Fotos: Thiago Lima e Adriana Oliveira)
A rua com os paralelepípedos já assentados (Fotos: Thiago Lima e Adriana Oliveira)

Uma das principais vias do Centro de Nova Friburgo, a Rua Farinha Filho está interditada para obras desde quinta-feira, 9, sem prazo para reabertura. O acesso está sendo liberado apenas para veículos de moradores.

Segundo a prefeitura, com as fortes e constantes chuvas, foi identificado que uma das paredes da galeria subterrânea que passa pela rua cedeu (veja na foto antiga, mais abaixo, como era). A obra é para a desobstrução da galeria e refazer a parede que ruiu. Uma equipe da Secretaria municipal de Obras está realizando os reparos, que dependerá do clima para serem concluídos.

No fim de semana a rua chegou a ser liberada ao tráfego, mas nesta segunda-feira, 13, voltou a ser fechada para a finalização da obra. A prefeitura informou que o acesso será normalizado em breve.

Como A VOZ DA SERRA já mostrou em várias reportagens, a Farinha Filho sofre seriamente com alagamentos a cada temporal. Basta chover um pouco mais forte para a via ser uma das primeiras do Centro a se tornar intransitável. Para os lojistas, em sua maioria de roupas e sapatos finos, objetos de decoração, óculos, bebidas e informática,  os alagamentos há décadas fazem parte da rotina. Tanto assim que praticamente todas as lojas têm comportas. 

A Camisaria Friburgo, por exemplo,  uma das lojas mais antigas da via, está lá há 113 anos e para o proprietário, Hélio Cardoso, a única maneira de evitar que água invada a loja é selando as portas: “Esse problema acontece desde que a loja existe. Já fizeram várias obras, mas nada resolveu. O jeito é fechar as portas, limpar e ficar com o prejuízo em vendas, disse ele em reportagem publicada por A VOZ DA SERRA em abril do ano passado.

“Já está até cansativo falar sobre esse assunto. Entra governo, sai governo e o problema permanece. Já nos acostumamos a arcar com o prejuízo, porque não tem mais para quem reclamar”, desabafou na época Leine Ramos, da sapataria Focus, innstalada ali há 28 anos.

Segundo Teresa Namiki, da Imagem Universal, o problema piorou com o asfaltamento das Braunes, pois o volume de água de água que desce aumentou. “Eu percebo que enche rápido, mas também escoa rápido, então não são só bueiros entupidos”, disse.

Em março de 2018, técnicos da prefeitura fizeram uma vistoria nas galerias de águas pluviais da Rua Farinha Filho. Os engenheiros fizeram a medição dos túneis para traçar um projeto de canalização que possa ser executado da forma mais rápida e econômica. Entre as possibilidades de solução apontadas na época estavam o alargamento da rede​, ​o aproveitamento da galeria na Rua Monte Líbano e a abertura de mais bocas de bueiros​ para ampliar o escoamento da água”, informou a prefeitura na época.

Sobre os alagamentos da via, a prefeitura informou na época que precisaria de cerca de R$ 8 milhões para fazer uma obra de drenagem. A  obra contemplaria não só a Rua Farinha Filho, mas também o bairro Braunes e as ruas Monte Líbano e Augusto Cardoso e a Avenida Alberto Braune. Enquanto isso, a solução para minimizar os impactos das chuvas continua sendo realizar periodicamente a limpeza dos bueiros da via.

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TAGS: obra | Clima | Trânsito