O yoga em família

"Minha filha passou a ter mais autoconfiança, equilíbrio, foco, atenção, energia, força física e mental e a tão buscada felicidade"
sábado, 30 de junho de 2018
por Rossana Luppi, especial para A VOZ DA SERRA
Rossana Luppi
Rossana Luppi

Felicidade é o estado em que pude traduzir minha alma quando conheci o Yoga. E isto foi há mais ou menos uns quatro anos atrás. Naquele momento, eu me encontrava em uma fase de profundas dificuldades, física, mental, emocional e espiritual, por diversas razões.

Meus médicos e fisioterapeutas contraindicavam o yoga sempre que eu expressava curiosidade e questionava se poderia praticá-la. Quando decidi começar, muitas vezes enquanto praticava, pensava comigo: “Poxa, por que não conheci o yoga antes?”.  Também pensava: “Como eu gostaria que todos aqueles que amo tivessem a mesma oportunidade de experimentar o que eu estava sentindo”.

A prática me trouxe saúde, equilíbrio, concentração, força física, mental e espiritual, discernimento, coragem, alegria, paz, sabedoria, flexibilidade física e de atitude, além de muitos questionamentos e reflexões, ampliando minha consciência em sintonia com o amor universal. E assim é que aprendemos, não é mesmo? Também me livrou de muitas angústias, preocupações, ansiedades, tristezas, falsas necessidades…

Com tudo que fui aprendendo e colocando em prática, acho que acabei deixando transparecer para a minha filha, na época com uns 15 anos, o quanto o yoga nos faz bem.

Sempre procurei incentivar os meus filhos para a prática de exercícios físicos, mas, para a minha filha, o yoga era um mito. Ela pensava que era coisa para velhos ou quem não tem mais energia, um “lance só de cabeça”. Até que, aos pouquinhos, ela foi percebendo as mudanças em mim e a curiosidade foi mais forte. Um dia ela me disse: “Mãe, acho que vou experimentar uma aula de yoga com você!”. Fiquei radiante. Sabia o quanto iria fazer bem a ela.

Desde pequena, deixei que ela experimentasse de tudo que demonstrasse interesse: natação, balé, sapateado, ginástica olímpica, tênis, mas estas eram atividades em que eu só a assistia. Quando começamos a praticar o yoga juntas, entramos em sintonia. E tudo aquilo que eu procurava ensinar por meio de palavras, era oferecido a ela nas aulas de yoga. Minha filha pôde perceber, por ela mesma, o significado de aquietar a mente, ouvir a nossa intuição interior. Foi como mágica!

Muitas vezes conversava com ela, tentando explicar que a nossa felicidade só depende de nós mesmos. Mas a adolescência é uma fase difícil, cheia de turbulências. E, aos poucos, pude perceber também nela, as mudanças do yoga se operando. Minha filha passou a ter mais autoconfiança, equilíbrio, foco, atenção, energia, força física e mental e a tão buscada felicidade! O yoga nos uniu mais ainda.

Por fim, eu havia dado a ela a oportunidade de experimentar muitas alternativas, dentre elas, sabiamente, a prática de musculação dentro de um estúdio de yoga. Ela pôde perceber o enfoque ao ser integralmente do yoga e descobrir o que melhor se afinava com a sua natureza. A partir de então, não deixou mais de praticar.

 

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