O Natal de todos os nossos povos

Como é celebrada a maior festa cristã em cada um dos países colonizadores de Nova Friburgo
sábado, 22 de dezembro de 2018
por Jornal A Voz da Serra
Os presidentes das dez colônias friburguenses, tendo ao centro o secretário de Cultura, Mario Jorge (Arquivo AVS)
Os presidentes das dez colônias friburguenses, tendo ao centro o secretário de Cultura, Mario Jorge (Arquivo AVS)

Em Nova Friburgo, ainda festejando os 200 anos de fundação - em maio de 1818, a cidade agora celebra o lema “Natal de Todos os Povos”. E nesse sentido, saudamos, nesta edição especial, as dez colônias que formaram esta pequena “grande nação”, encravada entre montanhas, na serra fluminense.

Escolha a colônia de sua preferência e viaje por suas festas:

  1. SUÍÇA
  2. ALEMANHA
  3. ITÁLIA
  4. JAPÃO
  5. ÁUSTRIA
  6. ESPANHA
  7. PORTUGAL
  8. LÍBANO
  9. PAN-AFRICANA
  10. HUNGRIA

Como em todo o resto do mundo, aqui também não faltam árvores de Natal, presépios, decoração típica, espalhada por todo o município, e apresentação de cantatas de Natal em igrejas e praças. Referências ao nascimento de Jesus são expostas desde a entrada das casas, no alto das árvores, nos detalhes da decoração, na ceia. Assim como a figura mitológica do Papai Noel, em pessoa ou em forma de bonecos, desenhadas, pintadas etc.

Esse personagem de contos infantis, se multiplica por centenas de milhares, espalhados por todo o planeta. Das metrópoles aos menores povoados, nas residências mais ricas ou nas mais simples, o “bom velhinho” que se materializa de tantas formas, dependendo da tradição cultural de cada lugar, “sempre vem”. De um jeito ou de outro, o espírito de Natal envolve todos os povos, mesmo os não-cristãos.

A comemoração natalina começa no dia 24 e à zero hora do dia 25, antes ou depois da Missa do Galo, é servida a tradicional ceia de Natal, quando nos sentamos à mesa para, juntos, desfrutar de pratos típicos, que pode ser um chester, pernil, peru, bacalhau (herança da colonização portuguesa), e de sobremesa, rabanadas, tortas, panetones, entre outros. Ou, uma simples bandeja de pasteis acompanhados de refrigerantes ou sucos, e de sobremesa, um bolo de laranja. É a reunião de pessoas, de uma família, em torno desse momento simbólico, que realmente importa.

A origem da comemoração

Figura central do cristianismo, foi o Papa Julio I que estipulou a celebração do Natal no dia 25 de dezembro. Há quem diga que a data foi definida para substituir uma festa pagã romana em honra ao deus Saturno, chamada de Saturnália e realizada entre os dias 17 e 25 de dezembro, já que na Bíblia não existe referência quanto à data do nascimento de Jesus Cristo. Esta seria uma estratégia para facilitar a aceitação do cristianismo entre os pagãos.

Como festa religiosa, o Natal é comemorado há mais de 1600 anos - desde o século IV - pela Igreja ocidental, e desde o século V, pela Igreja oriental. No entanto, a escolha da data nada tem a ver com o nascimento de Jesus. Como já citado, os romanos aproveitaram a festa pagã e “cristianizaram” a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354 da era atual.

Por aqui, o Natal é uma comemoração aguardada com expectativa, sobretudo porque este é um país predominantemente católico. Enquanto em outros países a data seguiu um viés mais comercial, no Brasil, talvez devido à pobreza de grande parte da população, além das influências portuguesas, as famílias tendem a apreciar o convívio familiar.

Foi somente no século XVII que o Natal começou a ser celebrado no Brasil, por influência do reino de Portugal. Inicialmente, com a chamada "barraca de Natal", montada em frente à capela do engenho, que servia salgadinhos e doces feitos pelas escravas e indígenas. Desta forma se misturavam, desde ali, as tradições do europeu, do africano e dos povos indígenas, depois, asiáticos. Tendo em vista essa diversidade de raças, culturas e etnias, o resultado só poderia ser uma miscigenação, responsável por nossa grande riqueza cultural.

 

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