O bloco que vai de bar em bar, atrás de cerveja gelada

O Baratona Sem Limites surgiu de um encontro de amigos, cresce a cada ano e já é tradição
sábado, 23 de fevereiro de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
O bloco que vai de bar em bar, atrás de cerveja gelada

Não para de crescer o bloco que nas semanas que antecedem o carnaval faz uma maratona por bares de Nova Friburgo. O Baratona Sem Limites (baratona, de bar + maratona) reuniu, no último domingo, 17, cerca de 60 foliões no Centro, o triplo da primeira edição realizada em 2017.

De bar em bar, o grupo circula pela cidade com uma caixa de som e muita animação. Na semana passada, os foliões, com camisa e canecas personalizadas, se concentraram no Bar do Chuchu, na Rua Fernando Bizzotto, fizeram o “esquenta” e seguiram pela Avenida Alberto Braune, dançando, cantando e bebendo, claro.

Passaram por bares da Rua Monte Líbano, como Cancelão e Camarão, e continuaram a farra no Sob Medida, na Rua Portugal. Horas depois, encerraram a festa no Bar do Coreia, na Praça do Suspiro. São quase 2 km andando pelas ruas do Centro atrás de cerveja gelada.

“Somos sempre muito bem recebidos nos bares. Os donos fazem até plaquinhas para nos receber. São muito atenciosos”, conta a designer de estampas Maria Izabel Leal, uma das organizadoras da maratona. “Sempre nos perguntam quando será a próxima edição e se preparam para nos receber, encomendando mais cervejas”.

Criado em dezembro de 2017 para a confraternização de Natal de um grupo de amigos, a primeira edição da baratona foi ideia da Catarina, amiga da Maria Izabel, e reuniu cerca de 20 pessoas na ocasião. A brincadeira deu tão certo que passou a ser realizada para encontros de pré-carnaval dos amigos.

“Como muitos amigos moram em outras cidades ou decidem aproveitar o carnaval em outros lugares, em vez de Friburgo, a gente sempre faz esse encontro antes do carnaval. A baratona hoje agrega pessoas que estão nos bares ou andando nas ruas. É sempre muito bom”, disse Maria Izabel.

A Baratona Sem Limites vem crescendo também porque sai junto com o bloco Bora Viver, idealizado pelo ex-deputado estadual Wanderson Nogueira e amigos. Enquanto alguns foliões saem com o abadá e caneca da baratona, os foliões do bloco vão fantasiados. É uma mistura colorida.

Maria Izabel explicou que a baratona chega em um bar, arrecada o dinheiro, compra uma quantidade de cervejas e, quando a bebida acaba, parte para outro bar. E assim, sucessivamente.

“Com o crescimento do grupo, estamos nos estruturando melhor. Queremos fazer caneca de alumínio para reutilizá-la. Também estamos estudando uma forma de arrecadar o dinheiro usado para pagar a cerveja nos bares. Hoje fazemos a arrecadação na hora. Mas queremos planejar isso melhor para ficar mais eficaz”, conta ela.

A designer diz ainda que antes de tudo a baratona é uma celebração da amizade. “Surgiu com esse propósito. É um encontro de amigos que nem sempre estão juntos. Nos falamos sempre por telefone, mas fazemos questão do contato pessoal. Ano que vem tem mais”, garante.

 

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