Notícias dos octógonos onde friburguenses brilham

Marlon Moraes é eleito um dos melhores estreantes do UFC em 2017. Já Edson Barboza recebe suspensão médica
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
por Vinicius Gastin
Foto de capa

Em menos de seis meses, Marlon Moraes já conquistou o seu espaço no mundo do UFC. A ascensão meteórica do friburguense não surpreende quem o acompanha desde os tempos de WSOF. Como também não será surpreendente se o friburguense for escolhido como desafiante para lutar pelo cinturão da organização em 2018. De fato, a moral de “Marlinho” está em alta. Tanto que ele foi apontado como um dos dez melhores estreantes do Ultimate no ano passado, em ranking que traz ainda Volkan Oezdemir, Cynthia Calvillo, Justin Gaethje, Zabit Magomedsharipov, Nicco Montano, Paulo Costa, Eryk Anders, Dominick Reyes e Trevin Giles.

Marlon chegou ao UFC em junho de 2017, com o respaldo de cinco anos e meio de invencibilidade e seis defesas de cinturão pelos galos no WSOF. Enfrentou um primeiro obstáculo, é verdade, que foi a derrota por decisão dividida logo na estreia para o brasileiro Raphael Assunção. Entretanto, ganhou nova chance contra o americano John Dodson e não decepcionou. Mais solto, dominou o equilibrado combate e alcançou a primeira vitória.

Motivado e sedento por voltar logo ao octógono, aceitou novo desafio rapidamente, e pouco menos de um mês após vencer o americano, encarou o jamaicano Aljamain Sterling, em dezembro passado. A nova vitória, premiada como a performance da noite, rendeu ao lutador a quarta posição dos galos e o reconhecimento de todos da organização, com a presença na lista dos melhores estreantes de 2017 do UFC.

“Eu soube pelo meu treinador de boxe, Mark Henry. É legal ser lembrado. Estreei com derrota, mas pude fazer duas lutas e conquistar bons resultados. Eu trabalho muito duro em todas as áreas da luta para tentar evoluir. Tenho que estar preparado para todas as situações. É o que está acontecendo”, avalia.

A apresentação de gala, com a joelhada sobre Sterling, que repercutiu no mundo inteiro, rendeu ainda um bônus extra de 50 mil dólares (cerca de R$ 165 mil). Apesar de esta última luta ter sido recente, Marlon brinca com a possibilidade de lutar no UFC Belém, marcado para o dia 3 de fevereiro. “Espero voltar o mais rápido possível com uma grande performance. Não sei dizer não quando o assunto é luta, por isso espero que não me ofereçam para atuar em Belém (risos)”, afirmou.

Em grande momento, Marlon demonstra que o cinturão já se tornou o principal objetivo a curto e médio prazo. Apesar de enxergar este ano como de consolidação na categoria, o friburguense não descarta a hipótese de brigar pelo título ainda em 2018. O friburguense mira um confronto com algum adversário do top-5 da categoria dos galos (61 quilos), e até mesmo já arrisca alguns nomes contra os quais poderá lutar. “Estou mais pronto, e capaz de lutar com os melhores. Acho que será um ano de consolidação, e por isso vou treinar muito, me preparar. Enfrentar meu próximo adversário, nocauteá-lo e seguir rumo ao cinturão. Quero descansar, mas em breve voltar. Meu adversário tem que ser alguém do topo e acho que sairá da luta dos duríssimos John Lineker e Jimmie Rivera”, aposta.

Edson Barboza recebe suspensão médica no UFC

Depois da batalha travada contra Khabib Nurmagomedov, Edson Barboza vai ficar pelo menos dois meses sem subir ao octógono. O friburguense, que lutou contra o russo pela categoria peso-leve e foi superado na decisão unânime dos jurados, recebeu suspensão médica de 60 dias da Comissão Atlética de Nevada. Após a intensa troca de golpes durante três rounds, Barboza fica suspenso até 2 de março e sem contato nenhum com treinos até 15 de fevereiro.

O procedimento é padrão no Ultimate, e sempre acontece quando há uma luta que exija bastante do atleta derrotado ou que cause algum tipo de ferimento mais sério ao atleta. A ex-campeã feminina Holly Holm, por exemplo, que travou uma verdadeira "guerra" de cinco rounds com Cris Cyborg na luta principal do mesmo evento, o UFC 219, pegou um gancho semelhante ao do friburguense.

As suspensões médicas mais longas foram para Cynthia Calvillo e Neil Magny - ambos por seis meses. Eles, no entanto, precisam ser examinados novamente por conta de lesões na mão e no polegar, respectivamente, para saberem se poderão abrandar o tempo imposto pela comissão.

​Mesmo com a derrota para Khabib, considerado como um dos melhores lutadores do UFC dentre todas as categorias, Edson Barboza conseguiu brilhar em mais uma temporada. A postura durante as lutas e a maneira como as finaliza são marcas registradas na carreira do lutador, e podem render ao friburguense mais um prêmio.

A joelhada voadora aplicada por Barboza sobre Beneil Dariush, em março deste ano, aparece mais uma vez em uma lista de melhores nocautes do ano. Outros quatro concorrem com Edson, o único brasileiro da organização a concorrer nesta eleição. O atleta de Nova Friburgo conquistou este prêmio semelhante em 2012, após o chute rodado que atingiu em cheio o rosto de Terry Etim. Este, inclusive, é considerado como um dos maiores nocautes da história do UFC.

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