Mosaico dos colonizadores passa a decorar a Praça do Suspiro

Obra em homenagem aos 200 anos de Nova Friburgo foi doada pelo artista plástico Gerson Portella
terça-feira, 21 de agosto de 2018
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
O painel de Gerson Portella na Praça do Suspiro (Fotos: Divulgação)
O painel de Gerson Portella na Praça do Suspiro (Fotos: Divulgação)

Um painel multicolorido de 3,22 metros, com mosaicos retratando os símbolos das colônias fundadoras de Nova Friburgo e pontos turísticos da cidade, é a mais nova contribuição cultural em homenagem ao bicentenário. A peça, doada pelo artista plástico friburguense Gerson Portella, confeccionada por ele com apoio do Sebrae e de alguns empresários, foi instalada na última quinta-feira, 16, na Praça do Suspiro.

O mosaico gigante, batizado de “Nova Friburgo, suas cores e tradições”, faz parte do projeto de revitalização de praças e vem a se somar ao replantio de canteiros de flores no Suspiro, onde se localiza a Praça das Colônias. Os pedacinhos de azulejos desenham, por exemplo, um canivete suíço, uma típica espanhola, um cedro do Líbano, um galo português, um chapéu tirolês, a Torre de Pisa, um Maneki Neko (gato japonês da sorte), a figura de Oyun Mimo (a gravidez sagrada africana), além de flores, do Teleférico, da Capela de Santo Antônio e do Cão Sentado.

Para a confecção da peça - um trapézio de 1,16 metro no topo por 2,25 metros na base -, Gerson utilizou cacos de 319 azulejos de várias cores, colados sobre duas chapas de compensado naval que mal couberam no caminhão que a transportou do atelier do artista, no alto do Cascatinha, até o Suspiro.

“Além de todos os amigos que nos ajudaram, é importante agradecer à cidade de Nova Friburgo por nos inspirar a fazer parte deste momento. Afinal, não é todo dia que se faz 200 anos”, disse Gerson. “Esse trabalho representa o esforço conjunto das diversas nações colonizadoras em harmonia com as belezas naturais, as tradições  e o progresso da cidade”, acrescentou.

Gerson Portella descobriu o mosaico por acaso, há quase 20 anos, cortando azulejos para outro tipo de trabalho. Apaixonou-se pela arte de se expressar através de fragmentos e, autodidata, passou a pesquisar o desenvolvimento de novas técnicas. Hoje suas peças, muitas delas místicas e criativas, como um São Jorge, uma Frida Kahlo, a Santa Ceia e uma Yemanjá gigantes, decoram residências, bares, restaurantes e empresas no Brasil e até no exterior: uma de suas peças, encomendada pela Bras d'Or Lakes Association, está exposta no museu do pequeno balneário de Baddeck, no Canadá, para visitação pública.

O mosaico é uma arte decorativa milenar, que teve seu apogeu na Antiguidade greco-romana. Podem-se usar fragmentos de pedras como mármore e granito, pedras semi-preciosas, pastilhas de vidro, seixos ou azulejos sobre uma superfície plana. O mundialmente famoso calçadão de Copacabana é um exemplo de mosaico com pedras portuguesas.

 

 

 

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