Moradores pedem justiça contra a demolição de escola em Macaé de Cima

Um grupo realizou uma manifestação em frente ao prédio do antigo colégio neste sábado
segunda-feira, 05 de outubro de 2015
por Alerrandre Barros
Foto de capa
Os moradores colocaram cartazes na cerca em protesto à depredação do prédio da Escola Horst Garllip

Ao menos 30 pessoas participaram de uma manifestação na tarde do último sábado, 3, contra a tentativa criminosa de demolição do prédio da antiga Escola Municipal Horst Garllip, em Macaé de Cima. O grupo, formado por crianças, jovens e adultos, se reuniu em frente ao imóvel, por volta das 16h, e pacificamente pediu que a Justiça condene os homens que depredaram o imóvel há mais de uma semana.

“Foi um protesto tranquilo. As pessoas foram chegando aos poucos e algumas colocaram cartazes na cerca que rodeia o prédio do colégio. Ficamos discutindo acerca do problema até às 17h30. O suspeito de depredar o prédio passou de caminhonete e buzinou para o grupo. Ele nos chamou de trouxas, mas não houve represália”, contou o médico veterinário Frederico Lucho Rose. “As pessoas estão indignadas porque a Prefeitura não deu nenhuma satisfação para os moradores, e nem mesmo vereadores foram até o local saber o que houve lá”, disse.

No domingo, 27 de setembro, seis homens invadiram o terreno e destruíram o prédio da escola, retirando portas, telhas, janelas e quebrando paredes com marretas. Alguns objetos, como carteiras, placas e um roteador para internet também teriam sido furtados do colégio. O principal suspeito de envolvimento no crime, o morador Paulo Roberto Schossler Barboza, 60 anos, teria contratado outros cinco homens para destruir o prédio. Segundo moradores, Paulo alega que o imóvel está em um terreno que ele arrendou, mas a Prefeitura de Nova Friburgo nega e afirma que possui o documento de doação do terreno.

No dia em que o prédio foi depredado, Paulo foi levado por policiais militares para prestar depoimento na 151ª DP. Mas, apesar do flagrante, ele foi liberado em seguida pelos agentes. Na semana passada, a delegada de plantão Danielle Christine de Barros emitiu uma intimação para que Paulo compareça para prestar mais esclarecimentos, no próximo dia 19 na delegacia. A Polícia Civil está tentando identificar os outros homens envolvidos no crime. Todos eles podem responder por infrações nas esferas criminal, cível e ambiental. 

Segundo a Secretaria de Educação, a Escola Municipal Horst Garlipp foi desativada no final do ano passado porque a única professora que dava aula no local entrou em licença maternidade e a merendeira se aposentou. “Não havia disponibilidade de profissionais para substituir as duas servidoras”, informou a pasta. Os quatro alunos que estudavam na unidade foram transferidos para a Escola Municipal Francisco Ouverney, no distrito de Lumiar. Depois que o colégio foi fechado, surgiu um projeto para transformar o prédio em uma biblioteca ambiental, tendo em vista que a localidade está em uma Área de Proteção Ambiental (APA de Macaé de Cima).

Ontem, 5, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que já realizou todo trâmite interno e agora irá remeter o caso à Procuradoria e ao Ministério Público para que sejam tomadas as medidas legais contra os acusados do crime.

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