Moradores da Vila Nova preocupados com movimento do solo

Imóveis da Rua Alberto Rangel podem ser atingidos e ação das autoridades é reivindicada
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
Segundo moradores, geólogos do DRM constataram risco de desabamento no local (Foto: Lúcio Cesar Pereira)

Mais de um mês após um movimento do solo na Rua Alberto Rangel, que dá acesso ao antigo casarão amarelo onde funcionou o Colégio Nova Friburgo/Fundação Getúlio Vargas, na Vila Nova, nenhuma providência foi tomada. Os moradores, temerosos com a proximidade do período de chuvas fortes, acionaram a Defesa Civil, que por sua vez, requisitou o trabalho do Departamento de Recursos Minerais (DRM). Uma equipe do órgão especializado comprovou a gravidade da situação. Constatada a seriedade do problema, os moradores querem uma providência das autoridades.

Proprietários de um imóvel onde as rachaduras apareceram na casa do caseiro e no muro, Marcos André Fernandes de Almeida e Solange Lima Sarruf estão apreensivos. O problema teve início na catástrofe das chuvas de 2011, quando houve uma série de desmoronamentos na rua em que residem. A via, inclusive, permanece interditada ao tráfego de veículos. Três casas foram soterradas e ainda houve um deslizamento próximo ao condomínio Park Ville. Não houve vítimas fatais, porém das casas só restaram os alicerces. Na época, Marcos e Solange solicitaram providências ao Ministério Público, com relação a drenagem da rua e contenção das encostas, em 5 de setembro de 2011, mas até agora nenhuma intervenção foi promovida no local.

Este ano, segundo eles, o solo voltou a se movimentar, numa área grande, e os moradores temem o soterramento de outras casas em um nível mais abaixo. Quase cinco anos depois, os dois moradores acusam as autoridades de omissão, o que tem contribuído para agravar a situação. “A tragédia pode se repetir. As rachaduras começaram antes das chuvas. A casa do caseiro rachou toda. A gente consegue até colocar a mão nas aberturas que surgiram nas paredes”, conta André, preocupado.

Ao verificar as rachaduras, em outubro passado, o casal chamou a Defesa Civil. A situação foi julgada como “muito grave”. Duas geólogas do DRM constataram o risco de desabamento no local, tanto da casa do caseiro quanto de uma oficina doméstica de Marcos. Ele se preocupa também com as demais casas que correm risco mais abaixo, todas com moradores.

A ação da Defesa Civil e do DRM gerou um laudo emergencial de vistoria técnica, emitido no último dia 5 de outubro que recomendou o monitoramento da trinca e instalação de uma cobertura de lona com interdição das casas logo abaixo, além de melhoria na drenagem da rua e contenções. “Se agora está assim, rachando, quando começarem as chuvas fortes é bem provável que o terreno volte a desmoronar. É uma tragédia anunciada”,  revela Marcos que ficou mais temeroso com o temporal de ontem de manhã, 23. Ele e Solange lamentam que o apelo feito ao Ministério Público ainda não surtiu efeito.

Defesa Civil

De acordo com uma nota oficial enviada pela Secretaria Municipal de Defesa Civil, o proprietário do imóvel recebeu cópia do laudo preparado pelo DRM e foi informado sobre a necessidade de limpeza das canaletas já existentes e monitoramento das trincas e, em caso de qualquer alteração, ele deve entrar em contato com a Defesa Civil.

A nota cita também que quanto à cobertura das cicatrizes por lona, a Defesa Civil já está providenciando o envio do material para o local. Por fim, diz a nota da Defesa Civil que em atenção as recomendações do DRM para redução de risco no local, um memorando está sendo enviado para a Secretaria Municipal de Obras para providências.

Foto da galeria
Rachaduras apareceram em um dos imóveis da rua (Foto: Lúcio Cesar Pereira)
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