Mesmo em meia pista, trânsito flui bem no trecho da serra em pare e siga

Ainda não há previsão para liberação total da rodovia após deslizamento de barreira
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
Operadores atuam na sinalização do trânsito (Divulgação: Rota 116)
Operadores atuam na sinalização do trânsito (Divulgação: Rota 116)

Flui bem na manhã desta segunda-feira, 14, o trânsito de veículos no trecho da rodovia RJ-116, na serra de Cachoeiras de Macacu, onde uma barreira de 50 metros de altura e 35 de largura deslizou na última quinta-feira, 10. O trecho, na altura do Km 53, em Boca do Mato, está em meia pista, operando em esquema de pare e siga, desde a noite de sábado, 12.

A concessionária Rota 116 ainda não tem previsão de quando a pista será totalmente liberada ao tráfego. A desobstrução parcial da via começou na manhã de sábado e durou todo o dia, envolvendo 40 operários, máquinas e caminhões. Os trabalhos só puderam ser iniciados após autorização da Defesa Civil de Cachoeiras, que, baseada em laudo do Departamento de Recursos Minerais (DRM) do estado, considerava arriscada qualquer tentativa de desobstruição com o terreno instável devido à chuva. Por sorte, o mau tempo se dissipou após a queda da barreira.

Motoristas que precisavam transitar no principal eixo de ligação entre Friburgo e o Rio de Janeiro estavam sendo obrigados a fazer um desvio de mais de 40 km por Guapimirim ou ir até Teresópolis para depois pegar a RJ-130 (Terê-Fri). A Serramar (RJ-142) era outra alternativa.

Por determinação da Defesa Civil de Cachoeiras de Macacu, baseada em laudo técnico do Departamento de Recursos Minerais (DRM) do governo do estado, foi necessário aguardar 24 horas sem chuva para que a Rota 116 pudesse  iniciar os trabalhos de desobstrução da RJ-116.

 

Após a vistoria dos geólogos do DRM, o órgão recomendou que as pedras e terra que desceram da encosta não fossem removidas "até que se estabeleça um cenário de maior segurança, ou seja, que não tenha previsão de chuva e que o solo não se encontre saturado. Recomenda-se ainda que a interdição da via dure pelo menos 24 horas sem chuva devido à instabilidade dos blocos contidos na massa mobilizada". O laudo foi produzido pelo Núcleo de Análise e Diagnóstico de Escorregamentos do DRM.

Segundo o laudo do DRM, trata-se de um "escorregamento de grande porte, com 50 metros de altura e 35 metros de largura, composto por blocos de rocha alterada envolvidos por uma escassa matriz de solo. O rompimento ocorreu devido ao intenso faturamento observado nas rochas com alta possibilidade de infiltração de água no sistema. Apesar do volume de material mobilizado, não houve danos e não há casas próximas à estrada com risco de serem atingidas pela reativação deste evento. A encosta apresenta árvores inclinadas no topo e possibilidade de novos rompimentos".

 Por pouco não aconteceu uma tragédia: o tráfego foi interrompido pela Rota 116 cerca de uma hora antes do desmoronamento. Algumas pedras rolaram por volta das 8h  sobre a terceira faixa, dando tempo à Rota de sinalizar o trecho e acionar operadores. 

 

 

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TAGS: Trânsito | obra