Marlon Moraes e Jimmie Rivera fazem aguardado duelo pelo UFC

Os dois devem resolver as “diferenças” do passado dentro do octógono nesta sexta, em NY
sexta-feira, 01 de junho de 2018
por Jornal A Voz da Serra
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Um encontro mais do que aguardado. Desenhado nos bastidores e cheio de provocações e expectativas. O final dessa história, que teve um roteiro recheado por polêmicas e também elogios ao adversário, vai ser conhecido na luta principal do UFC Utica nesta sexta-feira, 1 de junho, em  Nova York, nos Estados Unidos. Enfim, Marlon Moraes e Jimmie Rivera vão se encontrar e resolver as “diferenças” do passado dentro do octógono.

 “Se as pessoas gostaram daquele confronto então elas podem sentar no sofá e assistir à minha luta do dia 1 de junho porque, da maneira que eu treinei e da forma como estou me sentindo, essa luta contra o Jimmie Rivera vai mostrar o que eu sou capaz. Estou muito preparado e muito confiante. Tenho certeza que vocês vão ver um Marlon que nunca viram e que essa será a melhor luta da minha carreira”, promete Marlon Moraes.

A história de provocações começa depois que John Lineker teve um problema de saúde às vésperas de um duelo, e o friburguense se ofereceu para substituí-lo na luta pela divisão do peso-galo (61 quilos). Com o pouco tempo para se preparar, Marlon voltou atrás, e a rivalidade entre eles não parou de crescer. O americano chegou a declarar que Moraes poderia subir ao octógono com quatro quilos de vantagem, se preferisse, mas o duelo não foi realizado.

Depois disso, Rivera ainda recusou uma proposta para enfrentar Marlinho no início de janeiro. Neste fim de semana, a novela chega ao clímax com final feliz para um dos lados. 

"Acho que tudo isso muda com relação a motivação. Foi uma oportunidade que me fez treinar ainda mais, me dedicar mais ainda. Vai ser a luta principal da noite e eu preciso chegar lá e mostrar meu trabalho. Os fãs podem ter certeza que será uma grande luta”, avalia o lutador de Nova Friburgo.

Ex-campeão peso-galo (61 quilos) do WSOF, Marlon Moraes venceu 13 lutas consecutivas até perder para Rafael Assunção na sua estreia no UFC em junho de 2017. Aos 30 anos, o brasileiro coleciona na carreira um cartel com 20 vitórias, cinco derrotas e um empate. Nos últimos dois compromissos pelo Ultimate, derrotou John Dodson por decisão dividida, em novembro do ano passado, e impressionou a todos ao nocautear Aljmain Sterling com uma joelhada, apenas um mês depois.

Apesar de todas as provocações e da rivalidade, Marlon reconhece a qualidade do oponente, destaca as qualidades e afirma que precisará adotar uma boa estratégia para conseguir a vitória. “Ele é um lutador completo, um cara duro. Tem um bom boxe, um bom wrestling, chuta bem. Já mostrou de tudo no octógono. Trabalhamos muito para capitalizar em cima de alguns pontos do jogo dele. Tenho certeza que tenho um jogo muito bom para vencer”, assegura Marlon.

Do outro lado do octógono, o americano está invicto desde 2008. Rivera tem um bom retrospecto com brasileiros no UFC, já que venceu ‘Thominhas’ Almeida, Pedro Munhoz e Iuri ‘Marajó’ Alcântara na maior organização de MMA do mundo. Em sua carreira, o atual número quatro do ranking tem 21 vitórias e apenas uma derrota.

“Se eu vou lá e venço Marlon, somando seis vitórias seguidas, não há dúvidas que mereço disputar o cinturão. Queremos sempre lutar contra os melhores para nos aproximarmos do título. É por esse motivo que escolhi o Marlon. É a luta principal do evento, é um ótimo passo em nossas carreiras. Vai ser um grande passo para ser o desafiante número 1 para nós dois”, aposta o adversário do friburguense.

 

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