Mais um cavalo morre na Estrada Cascatinha-São Lourenço

Animal caiu de barranco e precisou ser sacrificado. Em fevereiro, dois se enforcaram amarrados em árvore no mesmo local
quinta-feira, 28 de março de 2019
por Adriana Oliveira (aoliveira@avozdaserra.com.br)
O cavalo caído na estrada, antes da eutanásia (Foto de leitora)
O cavalo caído na estrada, antes da eutanásia (Foto de leitora)

Menos de dois meses depois da morte de dois cavalos amarrados e enforcados numa árvore na Estrada Cascatinha-São Lourenço, um novo caso voltou a ocorrer, no mesmo local, na manhã desta quinta-feira, 28. Desta vez, o animal caiu de um barranco e, muito ferido, precisou ser sacrificado.

No caso de 10 de fevereiro, que provocou revolta nas redes sociais, os cavalos estavam amarrados a uma árvore com uma única corda e morreram asfixiados (foto abaixo).

Segundo uma moradora do Alto do Cascatinha que pediu para não ser identificada para evitar represálias, os animais pertencem a moradores da parte central do bairro, que criam os animais soltos na rua e, nos fins de semana, os alugam para passeios ou para puxarem charretes. Os animais são mal alimentados, não recebem cuidados veterinários e ficam expostos a acidentes e desfechos trágicos.

No dia seguinte à morte dos dois cavalos em fevereiro, outros voltaram a ser vistos, soltos, na mesma via. A moradora diz que vem denunciando o descaso aos órgãos competentes há cerca de um ano.

“Esses dois cavalos estão no meio da curva e o próximo acidente pode ser hoje, agora. Faço um apelo às autoridades para que olhem a situação e que conscientizem os  proprietários de como ter e manter esses animais sem que ocorram novos acidentes”, disse ela na época.

Preocupada com os animais, a moradora chegou a oferecer parte de seu terreno para abrigar os cavalos, sem sucesso. A única contrapartida do dono seria fazer uma cerca, mas não houve acordo. Outros moradores contam que já viram os cavalos serem espancados impunemente e que boa parte deles é maltratada por traficantes, que usam equinos para o transporte de drogas através de trilhas na mata.

A subsecretária do Bem-Estar Animal (Subbea),  Monique Malhard, disse que já entrou em contato com a 151ª DP para as providências cabíveis. Ela quer que este novo caso seja incluído no inquérito aberto em fevereiro para investigar os maus-tratos e identificar os responsáveis pelos cavalos.

Monique lembrou que a prefeitura de Nova Friburgo vem aumentando a fiscalização através da microchipagem dos animais apreendidos e, ainda este ano, passará a cobrar dos donos uma taxa diária pela apreensão de cada animal. Hoje, o dono precisa apenas apresentar documentos que comprovem a propriedade, sem custos.

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