Interdição da Escola Maximillian Falck é tema de audiência pública

Segundo a prefeitura, área é considerada de alto risco e novo terreno está sendo avaliado para construção de outra unidade
terça-feira, 30 de abril de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
(Foto: Secom/PMNF)
(Foto: Secom/PMNF)

A Câmara de Nova Friburgo, por iniciativa do vereador Wellington Moreira (MDB), realiza na próxima segunda-feira, 6, uma audiência pública para discutir a interdição da Escola Municipal Maximilian Falck, no distrito de Mury. Segundo o parlamentar, a reunião pretende debater a ausência de um laudo sobre o fechamento da unidade escolar, a realocação dos alunos, que atualmente estão estudando no Colégio Estadual Padre Franca, também em Mury e a sinalização da estrutura interditada como ponto de apoio de emergências.

De acordo com a justificativa elaborada pelo vereador, o prazo para solução da situação da escola, segundo a Secretaria Municipal de Educação, venceu no dia 1º de abril: “Pais, professores e amigos da escola, organizaram-se em um grupo com quase 200 pessoas para reivindicar explicações para o fechamento da escola desde dezembro do ano passado. Até hoje, ninguém da comunidade escolar recebeu cópia de qualquer laudo que justificasse tal interdição e o que causa ainda mais estranheza é o fato das residências no entorno não sofrerem qualquer tipo de ação de prevenção semelhante”, diz o convite enviado pelo gabinete do parlamentar.

A Prefeitura de Nova Friburgo informou, por meio da Defesa Civil e das secretarias de Meio Ambiente e de Educação, que o local onde encontra-se a escola foi avaliado pela gerência de Geomática da Secretaria Municipal de Meio Ambiente: “Após visita de campo e uso do manual de mapeamento a movimentos gravitacionais de massa, a área mapeada foi considerada como de perigo crítico a deslizamento planar, conferindo um risco alto à Escola Municipal Maximillian Falck. Com base neste laudo, prezando pela segurança dos alunos, a Secretaria de Educação transferiu os alunos para o Colégio Estadual Padre Franca, que passou a funcionar com gestão compartilhada”, informou a prefeitura.

Ainda de acordo com a prefeitura, os alunos foram alocados no Colégio Padre França de forma efetiva e disse que está avaliando a construção de uma nova unidade escolar no lugar da que foi interditada: “A escola estadual é próxima à antiga sede da Maximillian Falck. Não é um prédio improvisado, é uma escola, e a secretaria está fornecendo o transporte para os alunos a partir da antiga sede. Além disso, a pasta está avaliando um terreno nas proximidades para a construção de uma nova sede”.

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