Igualdade no aprendizado

terça-feira, 12 de junho de 2018
por Jornal A Voz da Serra

A PROPAGANDA do governo federal na televisão atualmente dá ênfase à Base Nacional Comum Curricular a ser aplicada à educação infantil e ao ensino fundamental de todo o país. Trata-se de um avanço do país no ensino e será trabalho dos mais importantes a ser realizado no próximo governo e nos futuros..

O DOCUMENTO define 60% do currículo da educação básica. Por ele, toda criança deverá estar plenamente alfabetizada até o fim do segundo ano do ensino fundamental. O ensino religioso será opcional. O inglês será obrigatório. Dentro daquele limite, o ensino terá de ser igualado em todas as escolas públicas e particulares, municipais ou estaduais, de qualquer região do país. Só os 40% restantes poderão ser definidos pelos vários agentes educacionais.

O ENSINO fundamental é o mais importante em qualquer sociedade em que a tarefa de educar é atribuída ao Estado. A maioria dos países define uma base curricular que é cumprida por todos os agentes da educação, como as escolas.

NO BRASIL, no entanto, até agora foi diferente. O conteúdo é estabelecido pelos governos estaduais e municipais e pelos livros didáticos, sendo seguido por escolas e professores. Em resumo, as diferenças se tornaram gritantes. Hoje, o acesso ao conhecimento é diferente de um lugar para outro e de uma escola para outra. Teoricamente, a Base Nacional Curricular coloca todos os alunos num pé de igualdade mínimo na atenção que deverão receber da escola.

A BASE NÃO é um programa para este governo, mas para os próximos. Estados e municípios terão dois anos para se adaptarem e elaborar os próprios currículos.

AOS POUCOS, o governo chega perto da proposta de uma federalização do ensino fundamental. A Base é um avanço, mas há dúvidas se haverá estrutura no sistema público para implementar as novas normas. Vamos aguardar.

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