Grevistas da educação fazem novo ato público e mantêm movimento

Categoria cobra da Secretaria municipal de Educação uma série de reivindicações e exige reunião com prefeito
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)

Cerca de cem profissionais da educação municipal de Nova Friburgo que estão em greve por tempo indeterminado desde o último dia 8, promoveram um ato público em defesa da educação nesta sexta-feira, 16, em frente a prefeitura, para marcar o nono dia de paralisação. A categoria cobra da Secretaria Municipal de Educação uma série de reivindicações e também solicita uma reunião com o prefeito Renato Bravo. Durante o ato, alguns grevistas empunharam faixas e fizeram um apitaço na tentativa de chamar a atenção das autoridades e da população para o movimento. Houve também discursos de membros do Sepe ao coro de palavras de ordem dos manifestantes. O Sepe não divulgou o percentual de adesão de profissionais à greve.    

A manifestação foi organizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) de Nova Friburgo, que também representa a categoria em âmbito municipal, após a divulgação de um vídeo em que o secretário municipal de Educação, Igor, Pinto, critica a greve e rebate vários pontos que são reivindicados pelos grevistas.

O que a categoria reivindica

Os servidores pleiteiam reajuste salarial de 25% para todos os profissionais da educação, pessoal de apoio e magistério; garantias de que os vencimentos nunca serão menores que o mínimo nacional; reajuste salarial retroativo para os funcionários de apoio com acréscimo de 4,61% a partir de janeiro de 2019; encaminhamento imediato à Câmara de Vereadores do projeto de lei do Plano de Carreira do Pessoal de Apoio elaborado em 2018; cumprimento da lei 11.738, de 2008, no que diz respeito à regularização da jornada de trabalho de todos os profissionais do magistério do quadro da educação básica no ensino público; apresentação de estudo que sirva de embasamento por parte da prefeitura acerca da unificação dos regimes com a migração dos celetistas para o regime estatutário.

Além disso, o sindicato destaca as “precárias condições de trabalho em algumas escolas, falta de equipamentos e materiais necessários, falta de profissionais em quantidade suficiente e a de falta de uma verdadeira política de inclusão”, fatores que acabam prejudicando o desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes.

Prefeitura é contra a greve

Além da divulgação do vídeo em que o secretário de Educação condena a greve, a Prefeitura de Nova Friburgo já havia se manifestado através de nota logo no primeiro dia da paralisação. Na ocasião, o Executivo Municipal se posicionou de forma contrária à greve e “entende que a paralisação não se justifica, tendo em vista o que foi acordado com a categoria no ano passado: piso nacional para professores I a ser pago em duas etapas, com 36,97% de reajuste; aumento de 5% para todos os servidores, incluindo pessoal do apoio; pagamento do adicional de qualificação dos processos iniciados até 2017 (pagos em dezembro de 2018); equiparação da carga horária de orientadores pedagógicos, orientadores educacionais e supervisores com a carga horária de professor II”.

 

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