Governador reafirma que vai retomar as obras do Hospital do Câncer

Cerca de 105 mil assinaturas foram entregues a Witzel no Palácio Guanabara por comitiva de friburguenses
quinta-feira, 05 de setembro de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
Witzel com lingeries de FRiburgo que recebeu de presente (Divulgação)
Witzel com lingeries de FRiburgo que recebeu de presente (Divulgação)

 

Na noite da última quarta-feira, 4, o grupo S.O.S Hospital do Câncer que luta pela retomada da obras do Hospital de Oncologia Francisco Faria, na Ponte da Saudade, em Nova Friburgo, foi até o Palácio Guanabara para entregar ao governador Wilson Witzel as mais de 105 mil assinaturas colhidas entre a população friburguense manifestando o grande interesse na retomada das obras. A comitiva foi recebida pelo governador, o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos e o deputado estadual Sérgio Louback (PSC), entre outras autoridades.

Das mãos de José Roberto Pacheco Folly, presidente da Associação de Moradores do bairro Ponte da Saudade e um dos que estão a frente do movimento pró retomada das obras, o governador recebeu o abaixo assinado e afirmou que as obras do Hospital do Câncer de Nova Friburgo já estão no cronograma de trabalho de sua gestão e serão retomadas. Witzel, no entanto, não estabeleceu prazos e frisou que seu desejo é que o novo hospital comece a funcionar ainda no seu governo.

 “Desde que assumimos o governo do estado, estamos fazendo os repasses para todos os municípios e Nova Friburgo não está esquecido. Agradeço as assinaturas. É muito importante a participação da sociedade e digo que está na nossa programação a retomada das obras. Desde a primeira vez que estive na cidade, o Folly já havia feito esse pedido. Eu tenho certeza que será um hospital de ponta e que será entregue no nosso governo. Podem ficar tranquilos, Nova Friburgo é uma cidade importante para a região”, disse o governador.

Cerca de R$ 45 milhões já foram investidos no projeto do Hospital do Câncer, cujas obras foram paralisadas diversas vezes nos últimos anos. Em abril deste ano, o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, esteve em Nova Friburgo para uma vistoria no canteiro de obras do hospital nas instalações do antigo Centro Adventista de Vida Saudável (Cavs)  e disse, na ocasião, que trabalhava para a conclusão do orçamento e do cronograma para a retomada dos serviços. Ele afirmou ainda que a unidade não prestará somente atendimento oncológico, mas também cardiovascular.

“Os projetos estão adiantados. A obra vai ser feita com recursos do estado e recursos federais que nós iremos buscar em Brasília. O custeio do hospital será feito pelos entes estadual, federal e por um consórcio de municípios, já que a unidade será regional”, afirmou Edmar Santos naquela ocasião. 

Em nota, a Secretaria estadual de Infraestrutura e Obras detalhou que recebeu da Secretaria estadual de Saúde (SES) o novo projeto reduzido do hospital, em relação ao elaborado inicialmente, com as modificações apontadas pelo corpo técnico da SES. O documento é analisado pela Empresa de Obras Públicas (Emop).

“A Emop fará a produção dos demais elementos técnicos necessários ao futuro processo licitatório pretendido, incluindo os projetos complementares e um levantamento que considere as condições atuais da edificação, em especial o apontamento das depreciações decorrentes das ações do tempo e de vandalismo. Após cumprida essa etapa inicial, será dado prosseguimento às demais ações necessárias à conclusão da obra”, informou a nota.

Promessa de Witzel

A entrega do Hospital do Câncer é uma promessa de campanha do governador Wilson Witzel. Iniciadas em 2015, as obras de adaptação do antigo Cavs, onde funcionará o hospital, foram paralisadas um ano depois por atrasos de repasses à construtora que realizava os serviços. De lá para cá, o espaço foi furtado, depredado, ocupado por moradores de rua e até atingindo por um princípio de incêndio.

No ano passado, o governo do estado perdeu R$ 50 milhões para a construção da unidade devido a irregularidades no convênio com a União. O projeto original, que previa 200 leitos, 288 atendimentos, e quatro mil cirurgias por ano, foi reduzido para caber nos cofres do estado. O hospital agora terá dois prédios em vez de três. Também foi diminuída a quantidade de equipamentos e leitos.

 

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