Foi divulgada nesta semana a Pesquisa de Opinião Pública do Estado do Rio de Janeiro, realizada pelo Instituto Paraná Pesquisa. Os dados apontam a opinião do eleitorado fluminense sobre as próximas eleições gerais, que acontecem em outubro deste ano. De acordo com os dados divulgados, a avaliação da administração do atual governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) está aprovada com 51,8%. Consideram regular 30,1% dos entrevistados, boa e ótima totalizam 34,4%, ruim e péssima 27,4% e cerca de 8% não sabem/não opinaram.
A administração do desembargador tem movimentado o Governo do Estado, com o anúncio de diversas mudanças legislativas, como a nova direção da Fundação Saúde e novos critérios foram estabelecidos para a nomeação de cargos comissionados, com a análise que avalia o histórico profissional e jurídico dos candidatos, questionário sobre possíveis conflitos de interesse, e a apresentação de certidões de antecedentes criminais, regularidade fiscal e trabalhista, entre outros. A medida integra o Programa de Integridade Pública do Estado do Rio de Janeiro, alinhada às diretrizes da Controladoria-Geral do Estado (CGE).
Além disso, também foram determinadas novas mudanças na estrutura do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), com alterações em 12 cargos de liderança, incluindo a vice-presidência, chefia de gabinete e toda a direção, que passarão a ser ocupados exclusivamente por profissionais de carreira e perfil técnico. As mudanças abrangem áreas de Planejamento, Recuperação Ambiental, Segurança Hídrica, Biodiversidade, Licenciamento, além das superintendências regionais e da Ouvidoria.
Futuro governador
Também foram avaliados na pesquisa os pré-candidatos ao Executivo estadual e ao Legislativo federal. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito da cidade do Rio, lidera as intenções de voto com 15,5% na pesquisa espontânea, 48,3% na estimulada - cenário 1, e 60% no cenário 2. Logo atrás, está o pré-candidato Douglas Ruas (PL), deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com 2,7% na pesquisa espontânea, 12,6% no cenário 1 e cerca de 24,5% no cenário 2.
Ainda na pesquisa espontânea, foram avaliados os pré-candidatos Anthony Garotinho (Republicanos), com 1,2%; Cláudio Castro (PL), com 0,7%; André Marinho (Partido Novo), Wilson Witzel (Democratas) e Bombeiro Rafa Luz (Missão), com 0,2%; e William Siri, com 0,1%.
Para a pesquisa estimulada, os números aumentam. No cenário 1, Garotinho chega em 9,2%; André Marinho, 4,2%; Wilson Witzel, 3,1%; Bombeiro Rafa Luz, 2,6%; e William Siri, com 0,6%. Mais de 70% do eleitorado não sabe/não opinou na pesquisa espontânea, e nos cenários 1 e 2, 6,5% e 4,6%, respectivamente, não opinaram.
Já na rejeição eleitoral, os candidatos Garotinho e Wilson Wizel lideram com 42,4% e 27,9%, seguidos de Eduardo Paes (22%), André Marinho (11%), Douglas Ruas (10,1%), William Siri (9,3%) e Bombeiro Rafa Luz (8,5%).
Legislativo federal
Os dados registrados para a pesquisa espontânea, com os pré-candidatos ao cargo de senador preocupam. Cerca de 85,1% dos entrevistados não sabem/não opinaram e 6,8% selecionaram a opção branco/nulo. A líder foi a deputada federal Benedita da Silva (PT), com 3%, seguido do pré-candidato Márcio Canella (União), com 1,3%; Marcelo Crivella (Republicanos), 0,8%; Cláudio Castro (PL), 0,7%; Pedro Paulo e Romário (PL), 0,5%; Carlos Jordy (PL) e Monica Benicio (PSL), com 0,2%; Carlos Portinho (PL), Mauro Campos (Novo) e Helio Secco, 0,1%.
Benedita da Silva continua na liderança na pesquisa estimulada - cenário 1, com 34,2%. A avaliação segue com Marcelo Crivella (26%). Márcio Canella (21,3%), Pedro Paulo (20,7%), Monica Benício (11%), Carlos Jordy (10,4%), Mauro Campos (9,1%) e Helio Secco (6%). Cerca de 6,8% não souberam/não opinaram e 14,6% selecionaram a opção nulo/branco.
No segundo cenário, os números não apresentam muita alteração, com Benedita da Silva (35,9%), Márcio Canella (23,6%), Pedro Paulo (22,8%), Monica Benício (12,2%), Mauro Campos (10,7%), Waguinho (10,2%), Carlos Portinho (8,9%) e Helio Secco (6,5%).
Já a rejeição apresentou Marcelo Crivella com a maior porcentagem (26,5%), seguido de Benedita da Silva (26,2%), Waguinho (17,1%), Pedro Paulo (10,4%), Carlos Jordy (9,7%), Hélio Secco (8,4%), Carlos Portinho (7,8%%), Márcio Canella (7,2%), Mônica Benício (6,9%) e Mauro Campos (6,5%). Não souberam/não opinaram 15,2% e 7,1% selecionaram a opção que poderia votar em todos.
Para a realização desta pesquisa, foram entrevistados 1680 eleitores, a partir de 16 anos, em 62 municípios fluminenses. O estudo atinge 95% para uma margem de erro estimada em 2,4% para os resultados gerais.
Porque Ricardo Couto assumiu o Governo do Estado
O desembargador Ricardo Couto deixou a presidência do Trib unal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para assumir a cadeira número 1 do Palácio Guanabara em 23 de março, após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL) que, no dia seguinte, foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por supostas irregularidades nas eleições de 2022. Castro deixou o governo com a justificativa de cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. No entanto, em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas (processo no qual os deputados estaduais escolhem o novo governador) para o mandato-tampão no Governo do Estado. Contudo, o diretório do PSD no Rio recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu eleições diretas (votação popular).
A eleição para o mandato-tampão no Governo do Estado do Rio deverá ser realizada porque a linha sucessória está desfalcada. Cláudio Castro governava sem vice. O titular do cargo, Thiago Pampolha deixou a função, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado (TCE-RJ).
O próximo na linha sucessória seria o então presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil). No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e deixou o cargo. Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado estadual TH Joias, com suspeita de ligações com facções criminosas do estado. Bacellar, inclusive, chegou a ser preso.
O julgamento do processo para decidir qual o modelo de eleições para o mandato-tampão do cargo de governador do Rio de Janeiro foi retomado no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em 9 de abril, mas a sessão foi interrompida ainda no início, após o ministro Flávio Dino pedir vista e anunciar que só votaria depois da publicação da decisão final do TSE, o que ainda não ocorreu. Enquanto isso, o desembargador Ricardo Couto permanece no cargo de governador.

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