Friburguense começa a decidir título da Série B1 contra o América

Primeira partida é neste sábado, no Eduardo Guinle, e a segunda semana que vem, em Moça Bonita
sábado, 05 de outubro de 2019
por Vinicius Gastin (esportes@avozdaserra.com.br)
Tricolor da Serra busca título para coroar a grande campanha na segundona estadual (Foto: Igor Cruz)
Tricolor da Serra busca título para coroar a grande campanha na segundona estadual (Foto: Igor Cruz)

O sonho de voltar à elite do futebol carioca foi realizado na última quarta-feira, 2, em casa, com estádio lotado e apoio da torcida. Um cenário perfeito para uma grande campanha, que ainda pode ser coroada com a conquista do título da Série B1 do Campeonato Carioca. No caminho até a taça, o Friburguense terá o América como adversário, em duas partidas. A primeira acontece neste sábado, 5, às 15h, no Eduardo Guinle, e a segunda no próximo dia 12, no mesmo horário, em Moça Bonita. Não há vantagem de resultados iguais, e caso aconteça empate, a decisão será nos pênaltis.

“Desde que a gente chegou, no dia da apresentação, a conversa era realmente de que o objetivo era subir para a primeira divisão. O primeiro e principal objetivo já foi alcançado, mas estamos pensando na final. Temos que descansar, pois sábado já tem o primeiro jogo. Inclusive já dá para planejar a sequência do trabalho, a seletiva, pois independente do resultado da final o objetivo já foi alcançado", destaca o zagueiro Raniel, autor do gol da vitória contra o Goytacaz na última partida.

Os ingressos são novamente limitados a mil pessoas, e são vendidos nas bilheterias do estádio a preços que variam entre R$ 10 e R$ 20, até o esgotamento. Apesar de o Eduardo Guinle ter capacidade para comportar mais torcedores, a quantidade de bilhetes é reduzida por determinação dos órgãos competentes e responsáveis por essa parte.

“Nós temos uma capacidade atualmente liberada para cinco mil torcedores, mas para se fazer um processo para acima de mil pessoas, é preciso de um tempo hábil de, no mínimo, três ou quatro dias, com muito boa vontade das entidades responsáveis. A partir de mil pessoas gera-se um processo que envolve todas as liberações legais. O Friburguense tem o seu estádio liberado, com o certificado, o LPCI, por um ano. Mas a cada jogo é preciso ir até o Corpo de Bombeiros, no Rio de Janeiro, e liberar um novo evento”, explica Siqueira.

“Mesmo com uma tabela de jogos, não tem como ir ao Corpo de Bombeiros e fazer todos eles. A cada semana é preciso descer e fazer esse tipo de liberação. E se tratando de final de campeonato, com a possibilidade de a data ser mudada dependendo do resultado, a situação se agrava. Até quarta-feira, por exemplo, a gente não sabia se iria se classificar e teria o jogo contra o América. O torcedor deve entender que colocamos mil ingressos justamente para ter a partida no nosso estádio. Sei que muita gente ficou do lado de fora, e havia uma fila grande de pessoas querendo comprar os ingressos. Talvez esse jogo do América não tenha tanto apelo quanto contra o Goytacaz, até porque em três anos de segunda divisão a nossa média gira em torno de 200 torcedores, e em alguns jogos importantes nós nunca tínhamos passado de 700. Realmente contra o Goyta era diferente, e infelizmente não foi possível atender ao apelo de todos”, complementa o dirigente.

Desfalques de peso

Em meio à festa pelo acesso, já nos minutos finais de partida contra o Goytacaz, o Friburguense ganhou dois desfalques de peso. Os meias Jeffinho e Jorge Luiz, talvez os melhores em campo na ocasião, receberam cartão vermelho e estão fora do primeiro jogo da final. O possível retorno de Vitinho amenizaria o cenário, tendo ainda como possibilidades as entradas de Wellington, Bidu ou adiantamento de Raniel para a função de volante. Ricardo deve ser uma das opções para o meio-campo.

Um dos trunfos do Friburguense para buscar o título da Série B1 é a defesa. A equipe não sofre gols há quatro partidas, exatamente as mais importantes da competição – as duas contra o Goytacaz, a semifinal da Taça Corcovado contra o Artsul e a final contra o América. O detalhe é que a primeira linha de defesa tem sido formada por jogadores jovens, à exemplo de Murillo, Raniel e Júlio César. 

“A nossa defesa é muito jovem. E tivemos a maturidade de não tomar nenhum gol nesses jogos decisivos”, reforça Raniel. Responsável por pelo menos duas defesas fundamentais nos jogos das semifinais – uma aos 48 do segundo tempo em Campos e outra na primeira etapa em Nova Friburgo, quando o placar ainda estava em 0 a 0 -, o goleiro Afonso celebra a boa sequência de jogos e destaca os 360 minutos sem ser vazado.

“Significa muito para mim, porque é a minha maior sequência pelo Friburguense. Foram 24 jogos pelo clube, 31 no ano, sem me lesionar. Nasci no Friburguense, e esse clube é a minha vida. Aqui me formei como profissional, cresci como homem e casei. Temos essa sequência sem sofrer gols, e eu divido isso com os companheiros. Comemoramos porque o nosso objetivo era colocar o clube na seletiva, e nós conseguimos. Mas temos um grupo forte e queremos buscar o título”, destaca Afonso. 

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