Friburgo já enfrenta epidemia de conjuntivite

Cidade registra mais de 300 casos de conjuntivite em 15 dias, segundo Secretaria municipal de Saúde
quinta-feira, 15 de março de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Foto de capa

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no distrito de Conselheiro Paulino, realizou este mês, até quarta-feira, 14, um total de 338 atendimentos a pacientes com conjuntivite em Nova Friburgo. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, “as evidências apontam que o município enfrenta uma epidemia da doença”.

Outras cidades do estado também passam por surto ou epidemias de conjuntivite. Só nos primeiros 14 dias deste mês, Petrópolis registrou cerca de 4 mil casos. O número é quase o dobro de todo o mês de fevereiro, quando foram registrados 2.388 casos da doença. Por conta da epidemia, o Hospital Estadual de Campanha (HCAMP) foi montado ao lado da UPA, no Centro da cidade, e iniciou atendimento esta semana.

Macaé e Campos, no Norte Fluminense, São Gonçalo, Maricá e Niterói, na Região Metropolitana, e a capital também registraram aumento no número de casos. A doença não é de notificação obrigatória, por isso, a Secretaria de estadual de Saúde não tem dados gerais sobre os casos em todo o estado.

O que é a doença?

  • A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, uma membrana que reveste a parte da frente do globo ocular e também o interior das pálpebras. Pode ser alérgica, viral ou bacteriana. Nos dois últimos casos, é contagiosa.


Quais são os sintomas?

  • Coceira, olhos vermelhos e lacrimejantes, com sensação de areia ou ciscos, secreção amarelada (quando causada por uma bactéria) ou esbranquiçada (quando causada por vírus), pálpebras inchadas e grudadas ao acordar e também visão borrada. A doença pode acometer um ou ambos os olhos de uma semana a 15 dias.


Como é o contágio?

  • A conjuntivite alérgica acomete mais crianças, não é contagiosa e é provocada pelo ácaro. A viral e a bacteriana são transmitidas pelo contato com as mãos, secreção ou objetos contaminados, como maçanetas, toalhas e água de piscina, em especial morna e com pouco cloro. Em ambientes fechados e com grande circulação, como escolas ou ônibus, o risco de contaminação aumenta. As duas são diferenciadas somente por meio de exame oftalmológico. A viral, geralmente, ataca os dois olhos e a secreção é esbranquiçada. A conjuntivite bacteriana dá em um olho só, com secreção mais amarelada ou esverdeada.


Como evitar?

  • Evite coçar os olhos em locais com grande aglomeração, como piscinas e academias. As mãos e o rosto devem ser higienizados com frequência. Quem estiver doente deve lavar as mãos com frequência, trocar fronhas de travesseiros e toalhas diariamente, preferir toalhas de papel na hora de enxugar o rosto e evitar compartilhar cosméticos para os olhos, como delineador e rímel.


Como é o tratamento?

  • No caso da conjuntivite viral, não existe tratamento específico. Médicos recomendam o uso de compressas frias ou geladas e aplicação de colírio lubrificante gelado várias vezes por dia para aliviar. Para a bacteriana, o tratamento é com colírio antibiótico. É recomendado lavar os olhos e fazer compressas de água gelada, filtrada e fervida, ou soro fisiológico. Nos casos mais graves, a córnea pode ser perfurada. A conjuntivite alérgica é tratada com colírio antialérgico. No caso das crianças, médicos alertam para necessidade do tratamento, pois as chances de uma úlcera ou ferida na córnea são maiores. Sempre procure um oftalmologista para o diagnóstico correto.

 

LEIA MAIS

Prefeitura já iniciou medidas preventivas para que o problema não se alastre

Parceria com universidade de Teresópolis deve ampliar atendimento também na maternidade Mário Dutra

Manifestação em frente à prefeitura ocorre quase um mês após morte de turista carioca que visitava o distrito

Publicidade
Agora Faz
TAGS: saúde