Friburgo fecha vagas com carteira assinada em janeiro

No acumulado de 2018, porém, município teve a maior geração de empregos formais dos últimos cinco anos
quinta-feira, 14 de março de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

Nova Friburgo voltou a ter queda de empregos com carteira assinada em janeiro, segundo o último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), da Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia. Foram abertos no primeiro mês do ano 1.296 postos de trabalho no município, mas ao mesmo tempo foram contabilizadas 1.357 demissões, ou seja, um saldo de menos 60 vagas formais. É o pior resultado para o mês de janeiro desde 2016.

Só no setor do comércio foram 58 dispensas e outras 23 no setor de serviços. A maior parte das vagas fechadas foram as temporárias, criadas no fim do ano passado para atender à demanda de vendas de Natal. A construção civil também fechou postos de trabalho em Friburgo: 12. Já a indústria foi o setor com o melhor saldo positivo entre os setores analisados: mais 28 vagas.

De acordo com a série histórica do Caged, janeiro terminou com mais demissões do que contratações em Nova Friburgo, depois de dois anos seguidos com geração de vagas. Em janeiro de 2018, o saldo foi positivo (+202) e janeiro de 2017 também (+135). Já janeiro de 2016 fechou postos de trabalho, reflexo da crise econômica que eliminou milhares de vagas em todo o país.

Apesar de ter começado 2019 fechando empregos, em 2018, Friburgo teve a melhor geração de vagas com carteira assinada dos últimos cinco anos. No ano passado, foram criados 17.049 empregos formais e encerrados 16.059, gerando um saldo positivo de 990 novas oportunidades. A última vez que o município apresentou número semelhante foi em 2013, com 905 vagas criadas.

Onda de demissões no estado

No estado do Rio de Janeiro, o número de carteiras assinadas também teve retração em janeiro: -12.253 vagas. Esse resultado decorreu de 92.505 admissões e 104.758 demissões. Só o comércio fechou dez mil postos de trabalho. Em seguida, de acordo com o Caged, vem a indústria (-1.968) e o setor de serviços (-1.394). A construção civil fluminense abriu 1.217 vagas.

Já no país, emprego formal apresentou expansão em janeiro, registrando saldo de +34.313 postos de trabalho, equivalente à variação de +0,09% em relação ao mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.325.183 admissões e de 1.290.870 desligamentos. Nos últimos 12 meses, houve crescimento de +471.741 empregos, representando variação de +1,24%.

"Ainda sofremos um pouco com o realinhamento das expectativas e com a retomada de investimentos. Mas a tendência de geração de empregos deve continuar", avaliou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

 

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