Friburgo continua na categoria B do Mapa do Turismo

Informalidade de pousadas e hotéis em Lumiar e São Pedro impede que município atinja topo do setor
segunda-feira, 05 de março de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Friburgo continua na categoria B do Mapa do Turismo

Nova Friburgo continuou na categoria B do Mapa do Turismo Brasileiro 2018, cuja atualização foi divulgada pelo Ministério do Turismo no fim do mês passado. A informação foi veiculada pela coluna Observatório na última semana. Na avaliação do secretário municipal de Turismo, Wilton Neves, a manutenção da nota se deve a informalidade de pousadas e alguns hotéis, nos distritos de Lumiar e São Pedro da Serra, que ainda não conseguiram as licenças específicas para aquela região rodeada pela Mata Atlântica.

“Temos uma grande rede hoteleira: cerca de 134 meios de hospedagem. Em torno de 90, ficam em São Pedro da Serra e Lumiar. Estamos trabalhando junto ao Corpo de Bombeiros e o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) para desburocratizar os critérios de licenciamentos para aquela região de modo que consigamos incluir esses meios de hospedagem no CadasTur (cadastro de pessoas físicas e jurídicas do setor). Vamos continuar trabalhando intensamente nisso este ano. Mas, vale dizer, estar na categoria B é uma maravilha”, disse Neves.  

De acordo com o Ministério do Turismo, a categorização de cada município no Mapa leva em conta a quantidade de hotéis, pousadas e outros tipos de estabelecimento de hospedagem, o número de empregos gerados pelo turismo e as previsões de fluxo de visitantes brasileiros e estrangeiros aos municípios. Wilton ainda está fechando o número de visitantes e empregados do setor em Friburgo.

Os municípios são divididos por letras, que vão de A a E. As cidades que recebem graus entre A e D têm facilidades na liberação de recursos para organizar eventos que atraiam turistas. Este ano 189 cidades no Brasil subiram da categoria E para D, tornando-as aptas a receber recursos; 82 caíram da D para E. Ao todo, 358 municípios melhoraram de categoria.

Atualizado a cada dois anos, o Mapa é uma ferramenta do Programa de Regionalização do Turismo. Através dele, o governo federal define a área que deve ser trabalhada prioritariamente para o desenvolvimento do turismo, acompanhando o desempenho da economia do setor e serve como balizador de políticas e direcionamento de verbas federais. “A intenção não é hierarquizar, mas sim agrupar municípios com características semelhantes para que possamos traçar parâmetros para atendimento a diferentes necessidades”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Com nota B na última avaliação, a vizinha Petrópolis ganhou grau máximo este ano, e se juntou, com Macaé e Itatiaia, a Angra dos Reis, Búzios, Cabo Frio, Paraty e a capital Rio de Janeiro, únicas cidades fluminenses com nota A, no topo do ranking do turismo nacional. Em Petrópolis, houve aumento no número de estabelecimentos de hospedagem formais, que passou de 91 para 94 e à geração de empregos que evoluiu de 968 para 1.047. Já em Macaé o destaque foi o fluxo doméstico que passou de 385.586, em 2014, para 486.356, em 2017. O número de empregos foi outro destaque. Mais de 700 foram criados no segmento turístico em relação a 2014. O número de estabelecimentos hoteleiros, que cresceu de 96 para 124, e o número empregos que evoluiu de 524 para 752 foram os destaques de Itatiaia.

Além de Petrópolis, Macaé e Itatiaia, outras oito cidades do estado subiram de categoria: Bom Jardim, Cantagalo, Carapebus, Engenheiro Paulo de Frontin, Guapimirim, Itaguaí, Paty do Alferes e Santo Antônio de Pádua. Nova Friburgo integra a Serra Verde Imperial, junto com Petrópolis, única da região na categoria A do Mapa do Turismo; Teresópolis, que também se manteve no grau B; Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, em situação um pouco pior, continuaram na categoria C.

Com a atualização, o Ministério do Turismo percebeu que alguns municípios estão se estruturando em regiões e fortalecendo, naturalmente, a economia do turismo, como é o caso da região das Trilhas do Rio Doce, em Minas Gerais, onde nove municípios subiram de categoria, o melhor desempenho da região sudeste.

“Percebemos que os municípios que apoiaram a regionalização tiveram um resultado melhor, trabalhando de forma conjunta, para fortalecer as regiões turísticas. Esse processo é bem-vindo não só para a gestão das áreas, mas também para os turistas, que passam a ter mais opções de lazer não só no destino escolhido, mas também no entorno”, afirmou o coordenador-geral de Mapeamento e Gestão Territorial do Turismo, Leonardo Riul.

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