Fevest espera gerar R$ 40 milhões em negócios até o próximo ano

Projetos de sustentabilidade foram destaques entre os visitantes do evento
terça-feira, 10 de julho de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Foto de capa
O público na Fevest (Arquivo AVS)

 

A Fevest Festival - Feira Brasileira da Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria Prima, realizada do dia 4 ao último domingo, 8, recebeu 14 mil pessoas. No último fim de semana, quando o evento foi aberto ao público, o movimento foi recorde, com cerca de nove mil pessoas circulando pelos mais de 100 estandes de empresas do setor de vestuário e fornecedores que participaram dessa 28ª edição. Agora, a expectativa é de que a aproximação promovida pela feira entre empresários, compradores, fornecedores, entidades ligadas à cadeia têxtil e influenciadores gere um retorno de R$ 40 milhões em negócios até o próximo ano.

A Fevest aconteceu como o esperado por Marcelo Porto, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região (Sindvest), entidade organizadora do evento. O número de visitantes foi alto, com pessoas vindas de 23 estados brasileiros e seis países: Peru, China, Estados Unidos, Suíça, Bélgica e Argentina.

“Na realidade esse não foi uma ano fácil para o setor, vínhamos com resultados positivos na geração de empregos nos últimos dois anos, mas no último mês tivemos uma queda. A Fevest veio em boa hora, permitindo a manutenção das empresas e aumentando a expectativa de que esses números voltem a crescer para que o polo se mantenha como um maiores empregadores. Os resultados foram muito positivos, tanto que para o próximo ano já estamos com 40% da feira vendida”, afirma Porto.

Entre os conceitos trabalhados este ano, a sustentabilidade foi um tema muito bem recebido, principalmente pelas pessoas que vieram de fora. Para Marcelo Porto, a Fevest atendeu bem às expectativas do novo perfil de consumidor, cada vez mais ligado às questões socioambientais, e, segundo ele, esse é um tema que chega para ficar, com a proposta de ampliar cada vez mais o espaço para o desenvolvimento de projetos sustentáveis e que valorizem os produtos fabricados no município.

“Tivemos entre as atividades a produção de artesanato, mostras de reaproveitamento de tecidos, ações que mostram o comprometimento da feira em promover a preservação do meio ambiente por meio do desenvolvimento sustentável. E essa abordagem ambiental supera os aspectos econômicos, uma vez que traz visibilidade não só para as empresas empenhadas nessa causa, mas também para a cidade de Nova Friburgo”, destaca  o presidente do Sindvest.

“Modificamos o modelo e conseguimos estimular um movimento varejista que aproximou os compradores dos confeccionistas. O horário de abertura permitiu uma permanência maior dos consumidores nos estandes e isso surpreendeu positivamente os empresários. Alguns dos participantes que estrearam esse ano na Fevest ficaram sem mercadoria, uma vez que não dimensionaram os estoques para esse movimento tão intenso de venda”, acrescentou Porto.

A Fevest também contou com a promoção do Sistema Firjan, Sebrae e Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Nova Friburgo; com a chancela “Sou do Rio”; apoio da Prefeitura de Nova Friburgo e Rede InterTV; e organização da Teia de Eventos.

 

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