Estado vai substituir sete travessias de pedestres sobre o Rio Bengalas

Obras começam este mês e vão custar R$ 17 milhões. Moradores se queixam de falta de calçada em trecho no Prado
sexta-feira, 05 de abril de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
A situação de uma das travessias de pedestres sobre o Rio Bengalas (Fotos: Henrique Pinheiro)
A situação de uma das travessias de pedestres sobre o Rio Bengalas (Fotos: Henrique Pinheiro)

 

O governo do estado vai iniciar mais uma etapa de obras no leito do Rio Bengalas, em Nova Friburgo. Serão substituídas sete travessias para pedestres no trecho do Sesc, na Vila Nova, até o Prado, no distrito de Conselheiro Paulino. As intervenções vão custar R$ 17 milhões e devem começar ainda este mês. A conclusão da obra está prevista para dezembro deste ano.

No Prado, na altura do Colégio Municipal Rui Barbosa, operários já trabalham na montagem do canteiro de obras, às margens do rio, onde é construído uma estrutura de madeira para alimentação, descanso e higiene das equipes. É lá que começarão as obras.

A primeira travessia a ser substituída liga a Avenida Governador Roberto Silveira, na altura da loja Wermar, a uma via secundária, ao lado do supermercado Big Blue, à Rua Manoel Ribeiro. Em seguida, os operários farão a substituição da travessia localizada em frente à fábrica 3F e próxima ao centro de distribuição da Ambev, também no Prado. A ponte liga as avenidas Governador Roberto Silveira e dos Ferroviários.

A terceira travessia que será substituída fica no Jardim Ouro Preto, próxima ao Cefet e liga as mesmas avenidas. A quarta, no mesmo bairro, na altura da loja de madeiras Ki Angelim, conecta a Governador Roberto Silveira à Rua Salomão Sales. Outra ponte para pedestres, a quinta, fica próximo à Curva do J.J., no bairro Duas Pedras. Ela liga a avenida à Rua João de Souza.

As últimas travessias sobre o Bengalas que também serão substituídas estão localizadas no trecho do rio ainda sem muros de contenção, na altura da rodoviária norte, em Duas Pedras, até a ponte para veículos próxima a fábrica Haga. Nesse trecho há duas travessias para pedestres: uma em frente ao Sesc e outra, diante da  locadora de veículos Localiza.

De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pelas obras no rio, essa é mais uma fase das ações de controle de inundação, drenagem e recuperação ambiental do curso d’água. O objetivo da intervenção nas travessias é “remover estreitamentos da calha, melhorar o escoamento de suas águas e garantir a eficiência das obras já realizadas no corpo hídrico”, diz nota do órgão.

A VOZ DA SERRA esteve nesta quarta-feira, 4, nas travessias mencionadas e não observou deterioração nas estruturas. As pontes estavam, aparentemente, bem conservadas. Todas possuem proteção lateral. O que chamou atenção, contudo, foi o excesso de mato no pilares de sustentação das travessias e às margens do rio.

“Não acho necessária a substituição das travessias. Há coisas mais urgentes para se fazer, como construir calçadas nesse trecho”, disse o professor Fernando Azevedo, se referindo a falta de calçada e grades de proteção, às margens do rio, entre o Colégio Municipal Rui Barbosa à garagem da Friburgo Auto Ônibus (Faol), em Conselheiro Paulino. “Quando chove, temos que andar no acostamento devido à lama”.

 

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