Entradas da cidade: de qualquer ângulo, amor à primeira vista

Percorremos as principais estradas de acesso para mostrar a impressão de quem visita Friburgo pela primeira vez
quinta-feira, 16 de maio de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)

Que Nova Friburgo é uma cidade linda, com inúmeras paisagens naturais capazes de tirar o fôlego e atrações turísticas que encantam aos mais exigentes gostos, todos nós já sabemos. No entanto, para desfrutar de todas essas atrações, é necessário vir a Nova Friburgo e deixar-se encantar. Mas ao passar pelos limites de Nova Friburgo com as vizinhas Cachoeiras de Macacu, Bom Jardim e Teresópolis, a pergunta é: qual a primeira impressão do visitante? Qual é o cartão de visitas da cidade, para quem chega a esta bela cidade?

Muito mais do que palavras, podemos exemplificar com imagens. Temos mais sorte que o Rio de Janeiro, por exemplo. À primeira vista, apesar de ser de fato uma Cidade Maravilhosa, quem chega de carro via Ponte-Rio Niterói, antes avista a Baía de Guanabara suja, mal cuidada, com animais mortos e um odor horrível, é verdade, mas com sua beleza, é verdade. Quem desembarca na capital pelo aeroporto internacional Tom Jobim, se depara com uma Linha Vermelha engarrafada, uma via com altos índices de assalto e arrastões, um vidraçal que separa um dos pontos de maior índice de violência, o Complexo do Alemão, do asfalto.

Mas subindo para Nova Friburgo, são três as principais entradas da cidade: a opção  mais procurada pela RJ-116, via Serra dos Três Picos e Cachoeiras de Macacu; outra via Bom Jardim (também pela RJ-116) e a última pela localidade de Alto do Vieira, pela Terê-Fri, a RJ-130.

Subindo a serra de Cachoeiras de Macacu, via RJ-116

Talvez um dos cenários mais bonitos a que temos acesso. Não basta uma estrada, bem conservada, que corta uma verdadeira floresta de Mata Atlântica. Suas nuances cada vez mais altas, apontam para o céu. No final da serra, um mirante, onde os turistas não hesitam em registrar tamanha beleza com filmagens e fotografias. Em dias ensolarados, a vista fica tão clara que é possível ver o Rio de Janeiro lá de cima.

É raro passar pelo trecho e não encontrar um carro parado com pessoas em cima das muretas, para tirar fotos da paisagem. Pela redondeza, uma bica, com água de uma nascente, também faz a festa entre os frequentadores do local, que costumam beber água e coletar vários galões e desfrutar de forma gratuita desse bem natural. “Eu acho muito bonita essa entrada, venho para Friburgo sempre. Aqui na fonte é uma parada obrigatória. Paro, bebo água, lavo as mãos e vou para o Rio de Janeiro”, contou Ivan Caldas.

O visual montanhoso, aliado às boas condições do trecho, resultam em uma paisagem maravilhosa. As árvores que suas flores dão ainda mais cor à estrada. Mais a frente o turista se depara com um dos pilares da economia friburguense: a moda íntima. Considerada a capital da lingerie, Friburgo mostra sua cara econômica logo na entrada da cidade, no bairro Ponte da Saudade.

Vindo de Bom Jardim, via RJ-116

Nesta entrada, o grande charme está por conta das montanhas que cercam o trecho da RJ-116, no limite de Nova Friburgo e Bom Jardim. O verde, misturado ao gado facilmente avistado por lá dão sinais de que a parte rural está presente na cidade bicentenária.

Mais à frente, há o primeiro contato com o turismo da cidade. Talvez o principal símbolo de Nova Friburgo: a Pedra do Cão Sentado que faz parte do Parque Ecológico do Cão Sentado, em Furnas do Catete, no distrito de Conselheiro Paulino. Situado bem à margem da rodovia, o parque turístico encontra-se em extensa área, com altitude máxima em torno de 1.111 metros. É um conjunto de grutas e blocos de rochas superpostas que criam formas deslumbrantes. O ponto mais elevado é a Pedra do Cão Sentado, formação que se assemelha a um cão de guarda, com 100 metros de altura. Para atingi-lo o visitante percorre aproximadamente um quilômetro, ultrapassando 12 pontes e rústicas escadas.

Andando mais um pouco, o segundo ponto turístico que a região oferece, mas que hoje, infelizmente, não pode ser contemplado é a cascata Véu das Noivas. Com 70 metros de queda d’água, desde 2011, o local que era ponto de parada de turistas e friburguenses para fotos está desativado. A concessionária Energisa e a Prefeitura de Nova Friburgo discutem projeto para revitalizar o ponto turístico.

Vindo de Teresópolis, via RJ-130

Um pouco diferente do que as duas outras entradas da cidade oferecem, a quem chega pela RJ-130, a estrada Terê-Fri, na localidade de Alto do Vieira, se depara com uma região agrícola, repleta de fazendas com plantações de verduras, tubérculos e frutas, onde, não raro, é possível até sentir o aroma da couve-flor, cujo cultivo é extenso e muito comum na região do distrito de Campo do Coelho. A agricultura também é um dos pilares econômicos da cidade, conhecida por sua grande produção de morango, caqui, tomates e hortaliças.

Após adentrarmos no território friburguense, trecho em que se requer muito cuidado, por conta do alto índice de acidentes na região, nos deparamos com o Ceasa, em Conquista. Na altura do quilômetro 47,5, esse mercadão do produtor absorve boa parte da produção de hortifrutigranjeiros de Nova Friburgo, Bom Jardim, Teresópolis, Sumidouro e Trajano de Morais. Região que mais produz folhosas no estado do Rio de Janeiro, o entreposto dá apoio aos consumidores, contando com diversas lojas de insumos. A unidade é um importante ponto de apoio para a agricultura familiar da região, uma vez que predomina a atuação de pequenos produtores.

Acelerando mais um pouco, o turista se depara com uma chocolataria deliciosa, onde se produz não só de delícias doces, como também queijos: é a Casa Suíça. Lá, além de se deliciar, o turista também pode contemplar o início da história friburguense com o museu do colonizador, uma boa opção de visita, já que neste ano Nova Friburgo celebra os 200 anos da chegada dos primeiros imigrantes à cidade.

E não acabou não. Um pouco mais adiante tem o apiário Amigos da Terra, resultado do aprimoramento técnico de seus idealizadores que, desde a época da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, vêm desenvolvendo projetos de pesquisa, trabalhos técnicos, participação em feiras, eventos e congressos, nacionais e internacionais, aliado ao interesse sempre crescente dos clientes por seus produtos.

 

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