Empregos com carteira caem pelo terceiro mês seguido em Friburgo

Acumulado do ano na cidade, porém, é positivo. Taxa de desemprego no país recua
terça-feira, 03 de setembro de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Empregos com carteira caem pelo terceiro mês seguido em Friburgo

 

Nova Friburgo fechou o mês de julho com saldo negativo de empregos com carteira assinada, segundo o último balanço mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia. O saldo negativo de 27 vagas foi resultado de 1.485 contratações contra 1.512 demissões ocorridos no mês passado. Foi o terceiro mês cortando vagas no mercado. 

As oportunidades foram fechadas, sobretudo, pelo setor de serviços (- 109 vagas), seguido da construção civil (- 15), administração pública (- 12) e do setor extrativista (- 2). A indústria, por outro lado, criou 63 vagas formais. O comércio também abriu 36 postos de trabalho em julho. A agropecuária contratou oito novos empregados. 

Julho foi o terceiro mês seguido com saldo negativo de vagas com carteira assinada na cidade. De acordo com o Caged, a balança da geração de oportunidades parou de oscilar: em janeiro (- 61 vagas), fevereiro (+ 491), março (- 100), abril (+ 331), maio (- 36), junho (-50) e julho (- 27). No acumulado do ano, contudo, o saldo é positivo. Foram criadas em julho 548 empregos formais. Esse número é melhor do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram geradas 540 vagas.  

Estado fecha vagas 

No estado do Rio de Janeiro, a geração de empregos voltou a recuar em julho, após um mês de crescimento. Foram fechadas 2.845 vagas. Serviços também foi o setor responsável pelo saldo negativo. O setor encerrou, sozinho, 4.453 postos de trabalho, seguido do comércio (- 965) e da agropecuária (- 428). Já a construção civil abriu 1.796 empregos formais no estado. A indústria também teve desempenho positivo: gerou 1.037 vagas.   

Saldo positivo no Brasil 

Já o país, pelo quarto mês consecutivo, gerou empregos formais, segundo o Caged. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.

Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).

Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública teve saldo negativo (- 315).

“Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas”, avaliou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

Taxa de desemprego

Na última sexta-feira, 30 de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego no Brasil recuou para 11,8% em julho, conforme números da Pnad Contínua. No período de fevereiro a abril de 2019, que serve como base de comparação para este indicador, o desemprego era de 12,5%. Em números, a quantidade de pessoas sem trabalho recuou de 13,1 milhões para 12,5 milhões.

A diferença entre Caged e Pnad Contínua é que o primeiro mensura apenas trabalhos formais, com carteira assinada. Já a Pnad avalia tanto o trabalho formal quanto o informal. A pesquisa é mais ampla. 

Conta própria renova recorde

A quantidade de trabalhadores que trabalham por conta própria atingiu novo recorde na série histórica da Pnad. Na comparação de abril com julho deste ano, o aumento foi de 1,4%, o que representa um ingresso de 343 mil trabalhadores nesta forma de trabalho. Quando a comparação é feita com julho do ano passado, o aumento é mais expressivo ainda. Em um ano, 1,2 milhão de pessoas passaram a trabalhar por conta própria.

Economia avança

Para especialistas em mercado de trabalho, consultados pela Agência Bloomberg, a recuperação lenta do emprego formal está associada à falta de investimentos por conta da economia que ainda não cresce de forma consistente e linear.

Na semana passada, o IBGE divulgou os números do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao segundo trimestre do ano. A economia avançou 0,4%, ante um recuo de 0,1% nos três meses anteriores. Embora com um número positivo, os economistas destacaram que a alta é modesta e deixa o Brasil em linha com um crescimento de, no máximo, 1% neste ano.

 

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