Em Cordeiro, pai tatua prótese na perna para ficar igual à filha

Família participou nesta quinta do programa Encontro com Fátima Bernardes
sexta-feira, 09 de agosto de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Túlio e Valentina (Foto: Mauricio Bazilio/ SES)
Túlio e Valentina (Foto: Mauricio Bazilio/ SES)

Túlio Catelani tatuou uma prótese parecida com a da filha Valentina, de 5 anos, que teve a perna amputada devido a uma má formação congênita. O comerciante, de 34 anos, mora com a família em Cordeiro e esteve com a menina nesta quinta-feira, 8, no programa Encontro com Fátima Bernardes, da TV Globo, para contar um pouco da história. Assista aqui.

“Quando a minha pequena foi fazer a segunda prótese, a gente descobriu que ela poderia ser decorada. Ela escolheu um tema, a gente aplicou e eu tive a ideia. Falei, “cara, parece uma tatuagem”. Vou fazer em mim para ficar igual. Esperei ela ter 5 anos para ficar igual”, disse Túlio, afirmando que a intenção não foi homenageá-la. “O que eu queria era ficar igual a ela”.

Valentina nasceu com hemimelia fibular e teve de amputar parte da perna direita quando tinha apenas 1 ano e 3 meses. O tratamento dela foi feito pelo Hospital Estadual da Criança com o médico Daniel Furst, que utilizou a tecnologia “symes”. Ela consiste em um módulo de pé de carbono conectado ao calcanhar tendo um grafismo como tema. “Quanto mais jovem é feita a prótese na criança, melhor a adaptação”, afirmou o médico. Ainda de acordo com o especialista, Valentina não tem praticamente nenhuma limitação, bastando ajustes no tamanho que ainda são feitos conforme Valentina cresce.

“Ela se amarrou na tatuagem. Ela entendeu que eu quis fazer uma prótese. Ela fala a ‘prótese do meu pai’. Eu achei importante eu fazer a tatuagem porque quer coisa mais confortável que você olhar para o seu pai de alguma forma estar parecido com você. Eu acho que é e vai ser bem reconfortante para ela ao longo da vida dela, contou Túlio.

O pai de Valentina disse ainda que a menina já nasceu com o problema e, por isso, aprendeu a andar já com a prótese. Quando fez a tatuagem, logo após a primeira sessão, Valentina fez questão de levar o pai para que os amiguinhos da escola vissem a “prótese” do pai. Túlio não pode ir e pensou que seria melhor apresentar para a turma quando ficasse pronta. Mas a ansiedade da menina falou mais alto.

“Eu vi que ela queria muito e, no dia seguinte, mostrei para a sala de aula. Mesmo não estando pronto, foi aquela festa. A gente é muito apegado, conversamos muito. A nossa relação é fantástica. É o herói dela aí ficando igual a ela. Para ela, é fantástico”, disse Túlio. 

 

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