Dia dos Pais: comércio espera que vendas ganhem fôlego na última hora

Procura de presentes ainda está bem abaixo dos que os lojistas de Friburgo esperam
quarta-feira, 08 de agosto de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Foto de capa
Criatividade nas lojas (Foto: Henrique Pinheiro)

Em Nova Friburgo a procura de presentes para o Dia dos Pais ainda está bem abaixo dos que os lojistas esperam. A expectativa é que as vendas aumentem a partir de hoje, 9, tendo o próximo sábado, 11, (véspera do Dia dos Pais) como o dia de maior circulação de consumidores pelas ruas da cidade. Afinal, os consumidores costumam deixar tudo para a última hora. Segundo um levantamento da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf), a perspectiva de aumento nas vendas de presentes para os pais está mesmo na reta final. A expectativa dos comerciantes é que as vendas acelerem no sábado, já que muitas empresas devem pagar os salários a seus funcionários até esta sexta-feira, 10, avalia a entidade.

A Acianf orienta ainda os lojistas que promovam ações para atrair os clientes: “Enfeitar e personalizar as vitrines com dicas de presentes para o papai ajuda a chamar a atenção do público; criar kits promocionais ou ‘combos’ de presentes com um preço abaixo do original também ajuda a aumentar as vendas, assim como personalizar de acordo com aquilo que o cliente procura. O bom atendimento é de extrema importância e oferecer ‘vales-presente’ para, além de fidelizar o cliente, dar a oportunidade dele ter mais tempo de escolher de qual produto levar”, orienta a Associação Comercial de Nova Friburgo.

E de fato o movimento no comércio ainda não representa o esperado para uma data comemorativa como o Dia dos Pais. No Centro, as lojas estão com circulação normal de clientes, segundo muitos comerciantes. Para o gerente de uma loja de roupas masculinas na Avenida Alberto Braune, Paulo Roberto Portugal, apesar da probabilidade do aumento das vendas no fim de semana, a perspectiva para o período não é a mais favorável.

“Não podemos ser pessimistas sobre o aumento das vendas, mas temos percebido uma retração muito grande no mercado, por isso acredito que não vamos alcançar os resultados obtidos no ano passado. E mais do que isso, a avaliação é de que o período tenha uma queda de 10% nas vendas, quando comparado a 2017. Infelizmente essa é a realidade do varejo, por conta da situação do país”, desabafa Paulo Roberto.

Já a empresária Simone Fazolato, proprietária de uma loja de eletroeletrônicos também na avenida, espera que o aumento do movimento de pessoas por conta das liquidações aqueça as vendas, mas diz que não tem percebido uma procura específica de presentes para o dia dos pais, apenas as vendas normais.

“Para o dia dos pais especificamente as vendas não estão mais intensas esse ano não. Temos vendido relógios, cortadores de cabelo, barbeadores, mas nada muito representativo para uma data comemorativa. Infelizmente o Dia dos Pais não tem mais a mesma força das outras datas especiais, mas esperamos que os clientes apareçam e que o movimento aumente já que muitas lojas estão fazendo liquidações”, diz a comerciante.

Data deve movimentar R$ 14 bilhões no país

Já a expectativa nacional, de acordo com a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), é de que o Dia dos Pais movimente quase R$ 14 bilhões no varejo. Ao todo, a expectativa é de que quase 93 milhões de pessoas façam alguma compra no período, movimentando os setores do comércio e serviços.

Segundo o levantamento, entre as pessoas que vão às compras, o valor médio investido em presentes fica em R$ 149,27. No entanto o desembolso é menor, com média de R$ 139,36 quando considerados somente os consumidores das classes C. D e E. Ainda de acordo com a pesquisa, as roupas estão entre os presentes mais procurados, com 50% das afirmações dos entrevistados, seguido por perfumes e cosméticos (32%), calçados (28%) e acessórios (27%).

 

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