Dia do Veterinário: Cães também podem ter doenças cardíacas

De cada quatro cães com mais de 7 anos, um tem algum tipo de problema no coração
sábado, 09 de setembro de 2017
por Ana Borges
Foto de capa

Neste sábado, 9, quando se comemora o Dia do Médico Veterinário, importante alertar para um fato pouco conhecido do universo canino: cães também sofrem de doenças cardíacas.

Portanto, “pais e mães” de cachorros, fiquem atentos a pequenas, quase imperceptíveis alterações nos hábitos do seu animal de estimação, principalmente, se eles apresentarem falta de fôlego, algo como um inesperado cansaço. Podem ser alguns dos sinais mais recorrentes de problemas no coração.  

Segundo a medicina veterinária, os cães apresentam, com maior frequência, o processo de degeneração ou envelhecimento das válvulas cardíacas, chamado de endocardiose ou doença valvular crônica.

Um dos primeiros indicativos de que a saúde cardíaca de um cachorro não anda bem é a facilidade com que se cansa. Outro dia, um senhor passeava com seu cachorrinho e percebeu certa preguiça nele. Na mesma hora, observou: “Ele anda pedindo muito colo durante nossos passeios. Nunca foi disso, pelo contrário, vivia correndo pelo nosso quintal. Ouvi dizer que ele pode ter problemas cardíacos. Será possível?”, olhou, preocupado.  

Dificuldade para respirar, fadiga, tosse e rejeição a atividades físicas podem ser sinais de que o coração do cachorro não está conseguindo suprir adequadamente os tecidos, causando arritmia, insuficiência cardíaca, e outras doenças do coração.

“Em capitais e grandes cidades, já é comum os tutores de cães, procurarem veterinários cardiologistas quando surgem indicações nesse sentido em consultas de rotina”, informou o especialista de Friburgo, Cláudio Esteves, que tem notado o aumento de visitas à sua clínica, “apesar de se tratar de uma doença assintomática”.   

O diagnóstico da doença cardíaca é realizado por meio de exames específicos, como a anamnese, um procedimento fundamental para estabelecer um diagnóstico preciso. Outros são: ecocardio, eletrocardio, raio X do tórax, entre outros, que devem sempre ser realizados por médico veterinário, de preferência, especialista em cardiologia, como o doutor Cláudio Esteves, da Clínica PetCor, em Olaria.

Assim como os médicos recomendam mudanças no estilo de vida e na alimentação para seus pacientes humanos, o mesmo serve para que um animal cardiopata tenha boa qualidade de vida.

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