Descarte irregular de lixo, um problema sem solução em Mury

Lixeira vive abarrotada de todo tipo de detritos
sábado, 07 de setembro de 2019
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra.com.br)
A lixeira à beira da RJ-116 (Foto: Henrique Pinheiro)
A lixeira à beira da RJ-116 (Foto: Henrique Pinheiro)

Apesar de repetitivo, é importante bater na mesma tecla. Flagramos um descarte irregular de lixo no distrito de Mury. Apesar das lixeiras que se encontram por lá, muitas pessoas continuam descartando em terrenos e às margens de vias públicas utensílios impróprios ao recolhimento normal.

Pouco antes do centro de Mury uma lixeira exemplifica bem o descaso de alguns cidadãos. A lixeira, já abarrotada de detritos estava cercada por aparelhos eletrônicos, utensílios domésticos, madeira, restos de alimentos, material plástico, garrafas, papel, cesta de ferro e arame, entre outros.

Em plena quarta edição do Festival da Sustentabilidade, a cidade precisa aprender, urgentemente, a dar um fim correto ao lixo que produz. Muito do que é descartado pode tornar-se fonte de sustento para outras pessoas. Do lixo podem surgir artigos para culinária, objetos de decoração, utensílios domésticos, obras de arte, brinquedos... É preciso uma conscientização maior.

Artesanato sustentável

O artesanato sustentável como fonte de trabalho e renda é o caminho que os artesãos Gerardo Barreto e Márcia Contreiras, do TramandoArte, um ateliê no distrito de Mury, pretendem trilhar. Eles tem o objetivo de auxiliar famílias do município em situação de vulnerabilidade social. Através do projeto “Reciclagem de Resíduos Têxteis” são reaproveitados materiais descartados mensalmente por confecções que fabricam roupas, lingeries e artigos de moda praia e fitness.

O TramandoArte nasceu no distrito de São Pedro da Serra, em 1995, com a produção de artigos de cama, mesa, vestuário e decoração com técnicas de tecelagem manual. Desde o início, os responsáveis já buscavam contribuir com a formação de novos tecelões. O ateliê chegou a mudar para Paraty, na Costa Verde fluminense, por um tempo, mas, em 2010, Márcia e Gerardo resolveram se restabelecer em Nova Friburgo e usar a visibilidade adquirida com peças exportadas para todo o Brasil e também para o exterior em projetos de formação desenvolvidos na cidade. 

 

LEIA MAIS

Material descartado pega fogo próximo a área de mato, residências e lojas

"Hoje em dia fala-se tanto em sustentabilidade, em reciclagem, mas esse é o retrato do atraso", diz ela

Leitores denunciam descarte irregular próximo à Igreja de São Bento Abade

Publicidade

Apoie o jornalismo de qualidade

Há 74 anos A VOZ DA SERRA se dedica a buscar e entregar a seus leitores informações atualizadas e confiáveis, ajudando a escrever, dia após dia, a história de Nova Friburgo e região. Por sua alta credibilidade, incansável modernização e independência editorial, A VOZ DA SERRA consagrou-se como incontestável fonte de consulta para historiadores e pesquisadores do cotidiano de nossa cidade, tornando-se referência de jornalismo no interior fluminense, um dos veículos mais respeitados da Região Serrana e líder de mercado.

Assinando A VOZ DA SERRA, você não apenas tem acesso a conteúdo de qualidade, mantendo-se bem informado através de nossas páginas, site e mídias sociais, como ajuda a construir e dar continuidade a essa história.

Assine A Voz da Serra

TAGS: Lixo