Defesa Civil vistoria imóvel desativado de escola em Varginha

Primeiro andar de prédio deve voltar a ser utilizado até que nova unidade seja inaugurada
quarta-feira, 22 de junho de 2016
por Karine Knust
Foto de capa
Vistoria também contou com a participação do secretário de Educação, Renato Satyro e membros da comissão de pais de alunos da unidade (Foto: Lúcio César Pereira)

Nesta quarta-feira, 22, uma equipe da Defesa Civil esteve vistoriando o antigo prédio da Escola Municipal Juscelino Kubitschek, na Rua Leonino Dutra, em Varginha. A visita foi acompanhada por uma comissão de pais de alunos da unidade e o secretário de Educação, Renato Satyro. Organizada após protestos pelo acidente com o ônibus escolar que deixou cinco estudantes feridos, na última sexta-feira, 17, a ação aconteceu com objetivo de avaliar a possibilidade da escola voltar a funcionar no bairro.

“O prédio do antigo Cêfel é de propriedade da prefeitura e tem atendido a necessidade das crianças, mas os pais da JK estão inseguros quanto ao filhos estudarem em outro bairro até que o novo prédio seja construído. Por isso, estamos conversando e avaliando as opções para fazer o que for possível para trazer as crianças de volta”, afirmou o secretário de Educação, Renato Satyro.

O imóvel onde funcionava a escola JK foi desativado pela prefeitura em agosto de 2015 devido à precariedade da estrutura física. De acordo com o coronel João Paulo Mori, secretário municipal de Defesa Civil, foram identificadas duas ações possíveis para que  o prédio volte a ser utilizado. “Não há condições da parte superior do imóvel ser utilizada. A madeira está apodrecendo e está tomada pelo cupim. Mas não identificamos nenhum problema estrutural na parte de alvenaria, além da necessidade de uma reforma para que o local esteja confortável e completamente seguro para os alunos. Sendo assim, a sugestão é que o espaço de madeira seja isolado ou demolido”, explicou o Mori.

Para agilizar o processo de reforma do prédio, a comissão de pais está viabilizando um mutirão com moradores da comunidade. “Queremos que nossos filhos voltem a estudar no bairro o mais rápido possível, por isso, nos oferecemos para ajudar a retirar toda a estrutura de madeira que compõem o segundo piso da escola. Vamos divulgar na comunidade e convocar voluntários. Nossa preocupação é a segurança das crianças, com certeza”,  afirmou Adenilton Cunha Tomé, membro da comissão de pais.

A Escola Municipal Juscelino Kubitschek atende mais de 400 alunos divididas em 18 turmas das séries que correspondem ao ensino fundamental. Com o retorno dos estudantes para o prédio em Varginha e a inutilização do segundo andar, há a possibilidade das crianças serem divididas em três turnos ou ainda as salas já existentes ganharem divisórias para que o imóvel possa comportar todas as crianças e adolescentes.

Para Adriana Vieira Martins, mãe de dois alunos da JK, a mudança, ainda que provisória, será positiva para os estudantes. “As crianças não querem mais ir para o centro da cidade. Se for para ficar eu um imóvel temporário, que seja no nosso bairro. Meu filho estava no ônibus que se envolveu no acidente, graças a Deus, ele não se machucou, mas está com medo. Se realmente for feito o que está sendo prometido, será o ideal. Mas nós, como pais, não podemos nos acomodar e vamos ficar em cima até que essa nova escola seja inaugurada”, declarou Adriana.

Um outro imóvel, próximo ao local onde será construída a nova unidade da JK, também chegou a ser visitado na manhã desta última quarta-feira para a avaliação de uma possível locação, mas a utilização do mesmo foi descartada devido a necessidade de muitas adaptações. Ainda de acordo com a Secretaria de Educação, no dia 29 deste mês, a pasta irá se encontrar novamente com a comissão de pais para que o laudo com as opções identificadas pela Defesa Civil seja apresentado e a solução definida. “A pretensão é que os alunos voltem a estudar em Varginha logo após o fim do recesso escolar, no dia 20 de agosto”, finalizou o secretário.

A nova unidade que será construída em três terrenos já adquiridos pela prefeitura ainda aguarda a finalização do processo de licitação e elaboração do contrato da empresa vencedora. De acordo com a prefeitura, somente depois que o documento for concluído começará a contar o prazo de um ano e dois meses para a entrega da escola.

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  • Moradores sugeriram a utilização de um prédio na localidade que, a princípio, foi descartado pelo secretário por exigir muitas adaptações (Foto: Lúcio César Pereira)

    Moradores sugeriram a utilização de um prédio na localidade que, a princípio, foi descartado pelo secretário por exigir muitas adaptações (Foto: Lúcio César Pereira)

  • De acordo com a Defesa Civil, estrutura de madeira está comprometida e deve ser isolada ou ainda demolida (Foto: Lúcio César Pereira)

    De acordo com a Defesa Civil, estrutura de madeira está comprometida e deve ser isolada ou ainda demolida (Foto: Lúcio César Pereira)

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