Defesa Civil em atenção: meteorologia prevê mais chuvas volumosas

Temporal castiga Salinas, alagando escola, casas e lavouras. Agricultores calculam tamanho do prejuízo
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
por Karine Knust
Foto de capa
A inundação na a Escola Municipal Alcides Francisco Brantes (Foto: Alex Almeida/ Inter TV)

Temporais como o desta tarde de quarta-feira, 21, que deixou a Defesa Civil municipal em estágio de atenção, não devem dar trégua em Nova Friburgo, pelo menos até o fim da semana. De acordo com o Centro de Monitoramento Climático Fluminense, a passagem de uma nova frente fria entre quinta e sexta-feira associada ao calor e à alta umidade do ar no estado do Rio de Janeiro vai favorecer a formação de nuvens muito carregadas de chuva. “Há risco de tempo severo com chuvas volumosas pelo estado”, alertou o órgão. Ainda de acordo com o centro de monitoramento, dentre as áreas com maior probabilidade de chuvas intensas está a Região Serrana. “Chuvas volumosas com potencial para transtornos”, frisou.

Nesta terça-feira, 20, a localidade rural de Salinas, no distrito de Campo do Coelho, voltou a sofrer com as chuvas de verão. A tempestade atingiu a região durante a noite e acabou alagando imóveis e espalhando muita lama. De acordo com um levantamento realizado pela Cruz Vermelha durante visita ao local nesta quarta-feira, 21, em alguns pontos o nível da inundação ultrapassou um metro de altura e atingiu 16 casas.

Ainda segundo a Cruz Vermelha, a correnteza foi tão forte que derrubou muros de residências e uma idosa precisou ser retirada de casa com a ajuda de vizinhos. Outro espaço que também sofreu as consequências do temporal foi a Escola Municipal Alcides Francisco Brantes. A unidade que atende mais de 150 alunos da comunidade foi atingida.

Na manhã desta quarta-feira, 21, funcionários da prefeitura estiveram na unidade para fazer a limpeza do local. Devido a força da água, parte do muro da escola ameaça cair. Até agora, foram contabilizadas pela Secretaria municipal de Educação, as perdas de parte do material didático, dois armários que ficavam na biblioteca e um equipamento de TV. Não há previsão para as aulas serem retomadas na escola.

Uma equipe da Defesa Civil também esteve na localidade para avaliar a situação dos imóveis. De acordo com o secretário do órgão, coronel João Paulo Mori, nenhuma casa precisou ser interditada. Esta, inclusive, é a segunda vez em menos de três dias que as chuvas castigam Salinas. E, além de lidar com os transtornos nos imóveis, a região - que é uma das maiores produtoras de hortifrutigranjeiros do município e um dos principais fornecedores do setor no estado - já contabiliza prejuízos ainda não calculados pelos agricultores.

A Secretaria de Agricultura também ainda não possui uma estimativa dos danos gerados pelos alagamentos em Salinas, mas, tomando por base o temporal de domingo, em que apenas um produtor perdeu cinco mil pés de alface, é possível imaginar que o prejuízo, desta vez, não deve ser pequeno. Estrago que também deve ser sentido no bolso do consumidor quando os produtos que restaram chegarem as feiras e gôndolas dos supermercados.

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