De Dilva Maria de Moraes a Sérgio Knust, um ano de muitas perdas

Heródoto, Thereza Barroso, Lilian Barretto, padre Pecci, Peter Bucsky, Luhli: algumas das mortes que consternaram Friburgo em 2018
sábado, 29 de dezembro de 2018
por Jornal A Voz da Serra
De Dilva Maria de Moraes a Sérgio Knust, um ano de muitas perdas

 

  • Dilva Maria de Moraes, 1º de fevereiro, 79 anos

Escritora e trovadora friburguense de grande destaque na vida cultural da cidade, era membro da Academia Friburguense de Letras, foi presidente da União Brasileira de Trovadores e ocupou, por várias vezes, cargos de secretária em administrações do município, além de dirigir o Pró-Memória. Faleceu de complicações decorrente do mal de Alzheimer.

  • Lilian Barretto, 1º de março, 74 anos

Professora e ex-diretora de museus, foi indicada duas vezes para ministra da Cultura. Foi idealizadora de programas culturais para o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), coordenadora adjunta do Programa Nacional de Museus da Fundação Nacional Pró-Memória e diretora da Fundação Casa de Rui Barbosa e da Fundação Biblioteca Nacional. Dirigiu o Museu da República por seis anos. Foi vítima de um AVC.

  • Luiz Pecci, 8 de março, 91 anos

Foi secretário-geral da PUC-Rio, reitor dos Colégios Santo Inácio, no Rio; dos Jesuítas, em Juiz de Fora; de São Francisco Xavier, em São Paulo; e Anchieta, em Nova Friburgo, por dois períodos: 1966 a 1969 e 1989 a 1992. No Anchieta, foi responsável pelo ingresso de meninas no colégio. Sua morte não teve causa divulgada.

  • Victor Heringer, 7 de março, 29 anos

Criado em Nova Friburgo, era considerado um dos mais promissores escritores da nova safra da literatura brasileira.  Ganhou o prêmio Jabuti com o romance "Glória", em 2013. Foi encontrado morto, no auge na carreira, na calçada de seu prédio, em Copacabana, em circunstâncias não esclarecidas.

  • Peter Bucsky, 24 de março, 57 anos

Um dos empresários mais bem-sucedidos de Nova Friburgo, administrava o Hotel Bucsky, fundado por sua família na década de 40.  Foi responsável pela modernização do hotel, criando um centro de convenções que marcou época, trazendo grandes eventos da capital para Friburgo e estimulando o turismo.  Sofreu um infarto enquanto pilotava sua moto, no Parque São Clemente, batendo num carro estacionado.

  • Heródoto Bento de Mello, 29 de abril, 92 anos

Fez toda a sua carreira política em Friburgo, elegendo-se vereador, deputado estadual e prefeito por quatro mandatos, o último deles de 2009 a 2012. Trabalhou como engenheiro da prefeitura na gestão de Cesar Guinle e chefiou o DER. Deixou legados importantes como a Serramar, laços com os colonizadores suíços e empreendimentos-âncoras do turismo como a Queijaria Escola e a Festa da Flor. Morreu em Londrina (PR), onde morava com a filha.

  • Roberto Farias, 14 de maio, 86 anos

O cineasta de"Pra Frente, Brasil" deixou mais de 25 filmes como produtor e diretor, vários deles premiados internacionalmente. Na TV, dirigiu minisséries como "As Noivas de Copacabana" e "Memorial de Maria Moura", além de episódios do programa "Você decide". Foi diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema e diretor-geral da Embrafilme entre 1974 e 1978. Era irmão do ator Reginaldo Faria e tio do também ator Marcelo Faria. Morreu de câncer, no Rio.

  • Carlos Erick Kramer, o Chiminga, 8 de junho, 85 anos

Jogou futebol em times de Friburgo e Bom Jardim, além de trabalhar na construção civil e empresas da cidade. Depois revelou-se um habilidoso artista plástico, confeccionando brinquedos, réplicas e maquetes do futebol em madeira e acrílico.

  • Antônio Fernando de Carvalho Silva, 19 de agosto, 89 anos

Editorialista e colunista de A VOZ DA SERRA, o jornalista passou por diversas redações no Rio antes de se radicar em Salvador (BA). De volta a Friburgo, na década de 90, foi convidado pelo então diretor de A VOZ DA SERRA, Laercio Ventura, para assumir a editoria de Política do jornal, onde criou as colunas Atos e Relatos, e Bastidores da Política. Aqui permaneceu ao longo de 25 anos. Faleceu de complicações decorrentes de uma cirurgia gastrointestinal.

  • Heloísa Orosco Borges da Fonseca, a Luhli, 23 de setembro, 73 anos

Uma das figuras mais emblemáticas do movimento hippie e da contracultura nos anos 70, era uma das mais queridas agitadoras culturais de Lumiar. Cantora, compositora e artesã de prestígio nacional, gravou para Ney Matogrosso, Tetê Espíndola e Zélia Duncan. Fazia dupla com Lucina. Morreu de infecção pulmonar.

  • Thereza (Barroso) Albuquerque e Mello, 28 de outubro, 90 anos

Foi a grande responsável pela memória friburguense, missão a que se dedicou por mais de 35 anos. O imenso acervo do Pró-Memória, que em 2010 foi incorporado ao Centro de documentação D. João VI, só existe graças ao seu incansável trabalho.

  • João de Moraes Souza, 18 de novembro, 85 anos

Foi prefeito de Trajano de Moraes por 18 anos, tendo iniciado a carreira política em 1962, como vereador. Nasceu e foi criado numa família de políticos: seu pai, o médico José de Moraes Souza, foi deputado estadual, e sua avó, Honestalda de Melo de Moraes Martins, foi a primeira prefeita do Brasil, em 1936, em disputa de eleição direta, no município de São Francisco de Paula, atual Trajano de Moraes.

  • Paulo Murillo Cúrio, 7 de dezembro, 74 anos

Foi diretor do Sesi/Senai e exerceu a função de ministro da Eucaristia na Paróquia de Nossa Senhora das Graças. Contador, trabalhou no antigo Banerj. Seu pai, Pedro Paulo, foi colunista de A VOZ DA SERRA na década de 60, sob o pseudônimo de W. Robson.

  • Sérgio Knust, 8 de dezembro, 52 anos

Instrumentista, compositor e arranjador, gravou sucessos em bandas como Yahoo e Novo Som, além de tocar com artistas do segmento religioso e não-religioso. Na década de 2000, teve músicas gravadas por Xuxa, Wanessa Camargo, Flordelis e cantores gospel famosos. Dava aulas de música para jovens carentes na Cidade das Artes. Sofreu um infarto ao volante de seu carro, após um show. O carro foi encontrado caído numa ribanceira  às margens da RJ-130 (Friburgo-Teresópolis).

 

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