Crianças, idosos, doentes, animais: seja um voluntário e contribua

Casa dos Pobres, Laje, Santa Lúcia, Vila Sorriso, Correios: o que não falta em Friburgo são instituições à espera de ajuda
sábado, 17 de novembro de 2018
por Ana Borges, Paula Valviesse e Adriana Oliveira (redacao@avozdaserra.com.br)
Crianças, idosos, doentes, animais: seja um voluntário e contribua

 As instituições de assistência social de Nova Friburgo, e são tantas, contam com um verdadeiro batalhão de voluntários que dispõem de alguns dias e horas de suas vidas, mesmo aqueles assoberbados de múltiplos afazeres, para ajudar a cuidar de pessoas - crianças, adolescentes e idosos - que vivem nesses locais. São espaços criados especialmente para quem não têm parentes, ou cujos familiares não têm condições de atender às suas necessidades. São voluntários também profissionais da saúde, das mais diversas especialidades, que prestam serviços médicos, odontológicos, entre outros, além de artistas, que promovem atividades recreativas tão importantes, não apenas como entretenimento, mas também no tratamento de pessoas com problemas psiquiátricos.

Se você pretende se juntar a essa rede de solidariedade, participar de campanhas e redes do Bem, aqui estão os contatos de três importantes entidades locais que há anos se dedicam a cuidar das pessoas que precisam de todo tipo de ajuda:

  1. Casa dos Pobres São Vicente de Paulo: Rua General Osório, 377, Centro. Tel.: 2522 1338 / contato@casadospobresfriburgo.com.br

  1. Lar Abrigo Amor a Jesus (LAJE): Rua Souza Cardoso, 403, Lagoinha. Tels.: 2522 5130 / 2522 7102 / secretaria.laje@gmail.com

  1. Santa Lúcia Clínica Psiquiátrica: Rodovia Presidente João Goulart, 576/628, Debossan. Tel.: 2542 1172.

Ou conheça as histórias abaixo e mobilize-se.

Grupo Amigos da Vila Sorriso: do toque gentil ao abraço forte da solidariedade

Nas palavras de Erika Castro:

“Em agosto, duas amigas visitaram a Casa de Acolhimento de Mury para fazer apenas uma doação. Só que, se apaixonaram pelo local, pelas crianças e pelos funcionários. Decidiram, então, criar um grupo no WhatsApp para convidar outros amigos e juntos, unir forçar para ajudar de forma geral a Vila Sorriso. Em apenas um mês, elas já tinham conseguido envolver vários amigos e criado o Projeto Acolher para captar recursos financeiros em prol da casa.

No dia 28 de setembro, fecharam parceria com a Assistência Social e a Vara da Infância e Adolescência, transformando um pequeno grupo de amigos do WhatsApp no Grupo Amigos da Vila Sorriso. Assim, deram início às ações do Projeto Acolher, criando o mascote da Vila para a Campanha Outubro Solidário que envolveu vários estabelecimentos comerciais, revertendo para a causa, 50% da venda de produtos ou serviços.

Tudo graças ao engajamento dos restaurantes e o posto de gasolina, de Mury, além de estúdios de pilates e yoga, paralelo à venda de camisetas e bottons da campanha em outros estabelecimentos da cidade. Tivemos a adesão voluntária aos pedidos do grupo e cada estabelecimento criou a sua forma personalizada de participar.

No início de novembro foi montado o Bazar Solidário e criado o Clube do Biscoito com a ajuda dos funcionários da Vila, que se ofereceram como voluntários, nas horas vagas, para a produção dos biscoitos. O Clube pretende criar uma corrente do bem com a venda dos biscoitos solidários até o Natal, quando acontecerá a última ação do grupo com o espetáculo de teatro de bonecos “Quebra-nozes no Reino das Colônias”, com a venda dos ingressos e dos biscoitos revertidas para a causa.

Todo o valor arrecadado será revertido para obras de infraestrutura e aquisição de equipamentos para o melhor funcionamento da Casa e dos atendimentos às crianças e adolescentes acolhidos pela Vila Sorriso.”

Nas palavras de Germana Mussi, fisioterapeuta e especialista em medicina física e reabilitação:

“Tudo começou por inspiração da doutora Adriana Valentim, que é juíza (titular da Vara da Infância, Juventude e Idoso), que é minha cliente e me falava da vontade de fazer alguma coisa por aquelas crianças. Ela enfatizava que mesmo a Vila Sorriso sendo uma instituição municipal, ou do Estado, a sociedade tinha que se envolver, era uma questão de dever, conhecer o lugar e ver o que se podia fazer para atender melhor as pessoas ali acolhidas.

Aí, em maio, fiz um evento, e reverti a renda para ajudar nas obras de estrutura do prédio da Vila. Só que, quando fui conhecer o local, me senti muito tocada pela situação da casa, das crianças e dos adolescentes, inclusive dos funcionários. Naquela altura, a Adriana já havia pedido à Erika que desenvolvesse uns trabalhos com quadros com mensagens para colocar no gabinete de trabalho dela. Foi quando, conversando com a Erika, resolvemos nos mobilizar para ajudar a Casa (de Acolhimento Vila Sorriso).

Procuramos a Assistência Social do município e a secretária Manuelle e a equipe dela nos recebeu de braços abertos. Sendo uma instituição pública, não podíamos fazer nenhum evento sem um contrato oficial. Então, assinamos um documento da Secretaria com a sociedade formada por mim, como administradora, e a Erika, como responsável pela criação, e a Vara da Infância, na categoria de apadrinhamento. Assim, como queria a Adriana, poderíamos divulgar o apadrinhamento afetivo, provedor ou de prestação de serviço dentro da Casa. Essa assinatura ocorreu em setembro.

Em outubro, mês das crianças, já estava muito em cima da hora, mesmo assim fizemos o Bazar Solidário e as coisas foram fluindo e continuam. Em dezembro teremos o teatro, e vamos fazendo o que for possível, com amigos e voluntários que vão aparecendo.” 

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Campanha “Papai Noel dos Correios” começou por iniciativa de funcionários

Há 29 anos, os funcionários dos correios, sensibilizados com os pedidos feitos nas cartinhas escritas por crianças e endereçadas ao Papai Noel que chegavam nas agências, decidiram fazer a diferença na vida de algumas delas e enviar os presentes solicitados. A iniciativa gerou uma corrente do bem, que foi se tornando tradição entre eles, até ser transformada em campanha oficial pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Em Friburgo, a ação dos funcionários começou em 1995 e há cinco anos as centrais da cidade passaram a fazer parte da campanha. Os pedidos são os mais simples: bonecas, carrinhos, material escolar, roupas e sapatos. Mas, muitas vezes, é somente por meio do apadrinhamento de uma cartinha do “Papai Noel dos Correios”, que crianças carentes recebem um presente de Natal.

Para os funcionários, a vontade de fazer a diferença na vida de uma criança é o que movimenta as ações. Como conta o  coordenador de Atendimento e Vendas dos Correios, Cristian Pereira Lopes, o esforço é para que nenhuma criança que escreva para o Papai Noel fique sem presente:

“Nosso objetivo é atender a todos os pedidos. Contamos com uma grande adesão da população, mas se ficar alguém sem presente, os próprios funcionários se mobilizam para cumprir essa importante missão”.

Este ano, em Nova Friburgo, o objetivo é superar as mais de 200 crianças que tiveram o pedido atendido ano passado. No município, a campanha é realizada nas escolas, contemplando alunos até o 5º ano do ensino fundamental, de áreas de maior vulnerabilidade social.

As cartinhas estão disponíveis para adoção até o próximo dia 26, das 9h às 17h, nas agências da Praça Getúlio Vargas, 85, e da Avenida Hamburgo, 730, em Mury. Os presentes podem ser entregues nos Correios até a primeira semana de dezembro.

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Corrente do bem tira cuidadora de animais do sufoco

Uma gentileza aqui, outra ali, e, quando a gente vê, o mundo vai ficando um pouquinho melhor para todo mundo. Foi o que aconteceu quando, em 25 de agosto passado, reportagem com vídeo de A VOZ DA SERRA mostrou o drama da protetora de animais Valéria Lima, de 63 anos. Cuidando sozinha de 99 cães e 58 gatos abandonados, ela estava sendo despejada do sítio em Amparo onde vivia de favor desde que perdeu sua casa, na tragédia de 2011.

Valéria logo encontrou um novo terreno para levar seus 157 animais, em Dona Mariana. Faltava, no entanto, dinheiro para custear os primeiros meses de aluguel e as obras mais básicas para instalar seus “filhos”. Assim, com o apoio de A VOZ DA SERRA, Valéria lançou uma vaquinha online. A meta era levantar R$ 5 mil em 60 dias.

Missão dada, missão cumprida. Faltando menos de dez dias para o fim do prazo, que terminou em 3 de novembro, Valéria atingia a meta.

A quantia arrecadada ainda não entrou na conta de Valéria e está longe de ser suficiente para a construção de canis e gatis no novo sítio. O futuro abrigo conta apenas com  uma casa velha e uma antiga pocilga. Mas, graças à gentileza e solidariedade incansáveis de amigos, que fizeram até rifas de pizza para ajudá-la, Valéria vem conseguindo doações até que consiga se aposentar. Amigos também doaram uma TV e uma máquina de lavar, usadas.

A vaquinha online mobilizou 124 doadores, que contribuíram com valores espontâneos e variados.  Na página da plataforma Kickante, eles deixaram mensagens como “Sua história é uma lição de vida e de amor aos animais. Fiquei emocionada. Você merece nossa ajuda” e “Acompanhei suas reportagens em A VOZ DA SERRA e muito me cativou sua doação em favor desses bichinhos e sua simplicidade. Deus dá valor e razão à vida. Quando tiramos Deus de nossa vida, o mundo deixa de fazer sentido. Vaidade é a falta de Deus. E quando você se doa em favor desses bichinhos, pode ter certeza que você apenas se aproxima mais de Deus. Que você consiga atingir os objetivos e seja feliz à sua maneira, junto dos bichinhos que também merecem todo carinho.”

 

 

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