Concluída obra em pedra que ameaçava atingir casas

Moradores tiveram que deixar 15 casas no bairro, em fevereiro, e estavam recebendo aluguel social
segunda-feira, 27 de maio de 2019
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Concluída obra em pedra que ameaçava atingir casas

A Prefeitura de Nova Friburgo concluiu as obras de contenção em uma pedra que ameaçava atingir imóveis no bairro Parque Maria Teresa, distrito de Riograndina. As casas tiveram que ser desocupadas pelos moradores. Com o término dos serviços, as famílias poderão voltar a morar nos imóveis.

“A respeito da pedra no Parque Maria Teresa, foi realizado um trabalho de contenção com contraforte em rocha sã, que teve um custo de aproximadamente R$ 50 mil. A conclusão do trabalho aconteceu no último dia 14 de maio e as casas já estão liberadas para serem reocupadas pela Defesa Civil e pela Secretaria Municipal de Obras”, informou a prefeitura.

As obras foram iniciadas no dia 1º de abril. Funcionários da Secretaria Municipal de Obras trabalharam na estabilização da formação rochosa para evitar que desplacamentos de rochas atingissem casas. Em fevereiro passado, 15 imóveis na Rua Zuleica Ramos de Valença foram interditados pela Defesa Civil devido aos riscos de serem atingidos por pedaços da pedra.

Ainda segundo a prefeitura, os moradores foram orientados a saírem das casas. Eles começariam a receber R$ 700 de aluguel social, benefício que seria pago por 12 meses, ou até o término das obras.

Morador fez o primeiro alerta

Morador do Parque Maria Teresa, Vitorino Medeiros alertou às autoridades sobre o risco de desplacamento da rocha. A casa dele fica exatamente em cima da encosta onde a pedra ameaça rolar a qualquer momento. De acordo com ele, o problema não é novo.

“Desde a tragédia das chuvas de 2011 parte do barranco caiu, mas a área não foi considerada de risco porque nas vistorias realizadas a pedra na encosta não estava aparente. Com as chuvas dos últimos anos, a base da pedra foi sendo descoberta e hoje temos a constatação desse perigo aqui no bairro”, disse o morador, em entrevista para A VOZ DA SERRA, em fevereiro.

Ainda segundo Vitorino, a primeira medida foi ele próprio quem tomou para impedir que a situação se agravasse. “Eu coloquei os primeiros plásticos no morro para que a água da chuva não infiltrasse na terra e deixasse a pedra ainda mais exposta. Depois os moradores também me ajudaram a comprar mais material para continuar a proteção”, contou.

Análise geológica

Técnicos do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) estiveram no bairro, em fevereiro, para análise geológica da pedra e confirmaram os riscos. Anteriormente, dez casas seriam interditadas no Parque Maria Teresa. Mas, após o laudo do órgão estadual, a Defesa Civil municipal decidiu expandir a área de interdição para 15 imóveis.

 

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