Comerciantes reclamam que faltam bueiros onde havia o “calombo” da RJ-116

Chuvas fortes podem inundar o acostamento em frente às lojas na Ponte da Saudade
quarta-feira, 20 de julho de 2016
por Alerrandre Barros
Foto de capa
O trecho que está sendo recapeado na pista não tem sistema para escoamento de águas da chuva (Foto: Lúcio Cesar Pereira)
Comerciantes estão preocupados com as obras de nivelamento da pista e recapeamento do asfalto na altura do quilômetro 78 da RJ-116, na Ponte da Saudade. Eles afirmam que se não forem instalados bueiros no trecho, o acostamento em frente às lojas será inundado por águas das chuvas devido à pequena elevação que ainda existe no pavimento da estrada. No acostamento que é mais baixo, não há canaletas para captação das águas das chuvas. 

"É um local que terá de ser monitorado para sempre"
Por causa das obras, desde segunda-feira, 18, o fluxo de veículos está em pare e siga no local. O trânsito deve ser liberado no fim desta semana. “Estou 90% satisfeito com a obra, mas acho que o serviço ficará mal acabado”, disse o empresário Flávio de Barros na manhã desta quarta-feira, 20. “Se não instalarem canaletas para a chuva, as águas irão alagar o acostamento onde nossos clientes param os seus carros. É preciso nivelar corretamente o asfalto e acabar com essa elevação na pista”, reclamou o dono de uma floricultura localizada em frente ao canteiro de obras. 

A Rota 116, concessionária que administra a rodovia estadual de Itaboraí até Macuco, informou que a correção do asfalto no trecho teve início na última segunda-feira, 18, e até domingo, 24, a pista deverá receber a sinalização viária com pintura das faixas de rolamento. Nas redes sociais, moradores criticaram que a retomada das obras na estrada foi motivada por causa da passagem da tocha olímpica no próximo dia 30 pelo local. 

“Acho é que as pessoas reclamam de tudo. Não importa se foi por causa das Olimpíadas que estão corrigindo o asfalto. O importante é que a obra seja finalizada o quanto antes porque o problema do ‘calombo’ tem mais de 15 anos”, disse Márcia Knupp, funcionária de uma loja de estofados localizada às margens da rodovia. 

A Rota 116 realiza uma grande obra de engenharia na Ponte da Saudade para conter o movimento de terra provocado pela ação da água que desce de uma encosta e se infiltrava sob a rodovia elevando a pista, formando o desnível batizado como “calombo”. Para isso, foram instalados dutos para captar e drenar a água de uma nascente localizada no alto do morro lateral à pista. 

“Essa é uma obra complexa, feita em uma área de trânsito intenso e que envolveu máquinas especiais para a perfuração do solo e sua contenção, além da execução de drenos de água. O problema naquele ponto existe bem antes do processo de concessão da rodovia e temos que fazer uma série de obras em etapas devido a sua complexidade”, afirmou o diretor de engenharia da Rota 116, Almyr Percínio. 

Ele disse ainda que uma imensa contenção vem sendo construída na parte alta do morro e mais de 100 dutos de drenagem foram instalados em toda encosta para baixar o lençol freático, preservar a pista e garantir a segurança dos usuários da rodovia e também da população. 

“Essa obra e o período de estiagem possibilitaram a retirada do caroço e o recapeamento da pista, acabando com aquele inconveniente para os motoristas. Estamos próximos da conclusão desta etapa, mas é um local que terá de ser monitorado para sempre devido ao movimento do solo que acontece por causa das nascentes naturais de água e das chuvas recorrentes”, comentou o engenheiro.

​A VOZ DA SERRA levou à Rota 116 a reclamação dos comerciantes sobre a falta de bueiros no local. Em nota, a concessionária informou que a recuperação do trecho vem sendo realizada de acordo com estudos e considerações técnicas. “As adequações necessárias na localidade serão implantadas, caso necessário, após avaliações dos técnicos”, disse em nota. 

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