Começa a campanha de vacinação contra a febre aftosa

Secretaria de Agricultura orienta produtores rurais da região para imunizar seus rebanhos
quinta-feira, 08 de novembro de 2018
por Jornal A Voz da Serra
A vacinação do gado (Foto: Agência Brasil)
A vacinação do gado (Foto: Agência Brasil)

Desde o último dia 1º está sendo promovida a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A campanha vai se estender por todo este mês quando deverão ser imunizados bovinos e bubalinos (búfalos) até 2 anos de idade. Em Nova Friburgo, segundo a Secretaria Municipal de Agricultura, há criações de gado em várias localidades rurais e equipes da pasta orientam os produtores a não deixarem de vacinar seus animais.

As doses contra a febre aftosa podem ser encontradas em lojas de produtos agrícolas do município, devidamente cadastradas e que recebem orientação para o armazenamento em temperatura adequada para que os frascos não percam a validade. O próprio estabelecimento faz um cadastro do CPF do produtor rural e fornece uma ficha para que após a vacinação ele vá ao núcleo de defesa e efetue a entrega do comprovante de vacinação. Deixar de vacinar pode acarretar multa para o produtor.

O médico veterinário da Secretaria de Agricultura de Nova Friburgo, Luiz Fernando Bonin Freitas, está à disposição, durante todo este mês, para orientar, os produtores rurais que tiverem dúvidas sobre como aplicar as doses. O veterinário está disponível, inclusive, para se deslocar até a zona rural e atender os produtores. “Entendemos que nem todo criador tem condição de pagar um veterinário e por isso a Secretaria de Agricultura dará todo o suporte técnico, orientando quanto a aquisição, aplicação da vacina e no que mais for necessário. Quem precisar de orientação é só nos procurar”, ressaltou o veterinário Bonin.

A doença

A febre aftosa é uma das enfermidades animais mais contagiosas e causa importantes perdas econômicas. A mortalidade é baixa em animais adultos, mas nos jovens provoca problemas cardíacos [miocardites] que levam à morte. Atinge animais bovinos, ovinos, caprinos, porcos e todos os ruminantes selvagens. Camelos, dromedários, lhamas e vicunhas têm baixa suscetibilidade; cavalos não são afetados.

A transmissão se dá por contato direto com animais infectados, contato com secreções, vetores móveis (homens e animais domésticos) que tenham estado em contato com animais contaminados e veículos e equipamentos nas mesmas condições. Em casos raros o vírus pode ser transportado pelo ar. Os animais contaminados podem transmitir a doença durante o período de incubação e manifestação da aftosa. O ar expirado, saliva, fezes, urina, leite e sêmen de animais doentes provocam contaminação até quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.

Nos primeiros dias antes da manifestação das feridas os animais apresentam falta de apetite, calafrios, febre e redução da produtividade de leite. Após a manifestação das aftas o animal não consegue se alimentar ou caminhar, ficando prostrado e fraco.

A recuperação começa a ocorrer entre oito a 15 dias após a manifestação dos sintomas. Em casos mais graves os animais sofrem com a superinfecção das lesões, deformação de cascos, mastites e redução permanente da produção de leite, perda de peso, doenças do músculo cardíaco, aborto e morte de animais jovens. Nos ovinos e caprinos as lesões são menos pronunciadas, podendo passar despercebidas. A mortalidade é alta entre animais jovens. Os porcos podem desenvolver graves lesões nos pés.

A prevenção se dá com a proteção das zonas livres mediante controle e vigilância dos deslocamentos de animais nas fronteiras; sacrifício de animais infectados, recuperados e de animais suscetíveis que entraram em contato com indivíduos doentes; desinfecção dos locais e de todo material infectado (artefatos, veículos, roupas); destruição dos cadáveres e produtos animais suscetíveis nas zonas infectadas; medidas de quarentena e vacinação com vírus inativado. A imunidade é conferida seis meses após as primeiras vacinações.

Riscos para o homem

A aftosa não representa risco para a saúde humana. A doença não é transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados de animais infectados. Alguns casos raros de feridas nas mãos e outros sintomas leves foram relatados em seres humanos que lidavam de forma muito próxima com animais infectados.

 

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