Casal adotou filho de quatro patas. E já planeja outro

Pug de 1 ano e meio, Wood tem regalias como festa de aniversário e passeios de cadeirinha no carro dos “pais”
sábado, 09 de dezembro de 2017
por Dayane Emrich
Foto de capa
Ele tem 1 ano e 5 meses, olhos bem escuros e orelhas perfeitas. É meigo, carinhoso e extremamente bagunceiro. Vira e mexe, rouba uma meia de um sapato encontrado pelo canto e sai correndo pela casa, sacudindo o pedaço de pano. Já sabe ir ao banheiro sem ajuda; fica algumas horas sozinho e se alimenta tranquilamente quando sente fome. Wood, filho do matrimônio de seis anos de Maycon Emrich e Lidiane Louback, ambos de 29 anos, não é um menininho superdotado. É um cão, adotado cinco anos depois da união, exemplificando uma tendência recente: casais que optam por bichos de estimação como membros da nova família.

“Nossos corações se encheram de carinho quando olhamos para aquela ‘bolinha de pelos’ com patinhas pela primeira vez"

Lidiane Louback

Maycon conta que a esposa foi quem o convenceu a adotar o animal. “Lidiane sempre falou do seu carinho por animais, especialmente os cães. Começamos a levar o cão do vizinho (um pitbull) para o nosso apartamento e, apesar de eu não simpatizar com a ideia de ter um cachorro, as visitas do cão do vizinho me fizeram perceber que ter um animal em casa nos alegrava. Ficamos refletindo durante um tempo até tomar a decisão, pesquisamos sobre raças de cachorro e, nesse processo, conhecemos a pug”.

Decidido a não ter filhos, o casal não esconde as mudanças trazidas pela chegada de Wood e fala do amor pelo bichinho, hoje parte fundamental da família. “Nossos corações se encheram de carinho quando olhamos para aquela ‘bolinha de pelos’ com patinhas pela primeira vez...  Nossa casa nunca mais foi a mesma! Ela se encheu de brinquedos, caminhas e milhares de adereços que nós nem sabíamos da existência... Fomos tomados por um amor incalculável, que só cresce com o passar do tempo”, afirma Lidiane.

Segundo Maycon, a raça pug é a mais adequada para quem mora em locais com pouco espaço, o que influenciou a escolha do casal. Wood foi comprado em um canil em Nova Friburgo e, como todo recém-nascido, é o xodó da família. “Ele é extremamente dócil, um amor, um grude. Não sai do nosso pé, literalmente... Isso quando não está no colo, claro! É um animal muito carinhoso, dependente, sociável com outros cães e com qualquer humano também”, gaba-se.

Vida de cão?

Na língua portuguesa, a expressão “levar uma vida de cão” significa ser maltratado, passar por dificuldades. Mas, se levada no sentido literal, pelo menos no caso de Wood, não é nada mal. O cãozinho, além de participar das viagens da família, tem um guarda-roupa cheio de opções e segue uma alimentação balanceada.

A gente reconhece que, às vezes, passa dos limites com o nosso peludinho. Ele tem um guarda-roupas incrível, que não para de aumentar, e uma cadeirinha especial no carro, para viajar conosco de forma adequada e segura, sobretudo, além de diversos brinquedos. Nos preocupamos muito com a alimentação dele, pois os pugs têm uma tendência enorme à obesidade. Ele come ração específica da raça e frutas (como melancia e banana, por exemplo). De vez em quando, damos um picolé de coco, afinal, ninguém é de ferro, não é?”, ri Lidiane.

Prova de que Wood leva uma vida de dar inveja a muito cão foi a sua festa de aniversário de 1 ano, realizada em julho. A comemoração teve direito a bolo de ração, biscoitinhos, decoração e “aumiguinhos” do pet. “Os nossos familiares também adotaram o Wood. A festinha dele foi realizada na casa dos meus tios. A Lidi foi quem fez tudo. Ele é um membro da família e fazemos tudo por ele, conta Maycon.

Mãe-pet coruja, Lidiane não esconde o amor ao falar do pequeno de quatro patas. “Pode parecer loucura amar tanto um ser tão diferente de nós. Sinceramente, palavras nos faltam para expressar o amor por ele em tão pouco tempo de convivência. Com a chegada dele, tornamo-nos ainda mais felizes! Ele nos uniu ainda mais como casal e, sem dúvida, era o que faltava para completar nossa família”, afirma ela.

Questionados sobre as críticas que recebem sobre o excesso de cuidados com um animal e a decisão de não ter filhos, o casal responde: “Ouvimos perguntas como “por que não adotam uma criança?” o tempo todo. Mas aprendemos a lidar com isso de forma natural, pois, antes mesmo de ter um cachorro, ou melhor, o Wood, já estávamos decididos sobre o assunto. Para nós é tranquilo, embora as pessoas muitas vezes não compreendam”, pontua Maycon, revelando que Wood logo logo ganhará um companheiro. “Já estamos em processo de espera para adotar um outro cãozinho”.

 

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