Campanha contra o câncer de boca começa por Campo do Coelho

Consultas serão realizadas por equipe de especialistas até novembro em diversas unidades de saúde de Friburgo
terça-feira, 09 de abril de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Campanha contra o câncer de boca começa por Campo do Coelho

Nesta próxima quinta-feira, 11, a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo inicia na Estratégia em Saúde da Família (ESF) do distrito de Campo do Coelho uma campanha de prevenção ao câncer de boca voltada, sobretudo, para idosos com suspeitas da doença. Até novembro, a iniciativa será realizada, mensalmente, em diversas unidades de saúde da cidade.

As consultas serão realizadas ao longo do dia por uma equipe de especialistas formada pelo coordenador de Saúde Bucal do município, Daniel Blaudt, a coordenadora de Saúde do Idoso, Eliane Miranda da Glória, e por três estomatologistas, que são profissionais dentistas especializados na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças de boca e manifestações bucais de doenças sistêmicas.

A ação é voltada, principalmente, para idosos e consiste na realização de palestras educativas e exames preventivos que buscam identificar possíveis casos de câncer de boca. A programação prevê eventos mensais em várias unidades de Estratégias de Saúde da Família (ESF) e no Centro de Convivência da Melhor Idade Zelma Mussi Gervásio (antigo Clube de Xadrez), no Suspiro.

No dia 23 de maio, a campanha acontecerá na ESF da localidade de Centenário e São Lourenço, em Conquista; no dia 27 de junho, no bairro Varginha; em 15 de agosto, no distrito de Riograndina; no dia 19 de setembro, no bairro Nova Suíça; no dia 17 de outubro, Centro de Convivência da Melhor Idade; e, por fim, no dia 28 de novembro, na ESF do distrito de Amparo.

O câncer de boca afeta os lábios e o interior da cavidade oral. Dentro da boca devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas), além da região embaixo da língua, por um profissional. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 14,7 mil casos foram desenvolvidos em 2018 no país, a maioria em homens acima dos 50 anos.

Os principais sintomas são lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias; manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca), mucosa jugal (bochecha); nódulos (caroços) no pescoço e rouquidão persistente. Nos casos mais graves, dificuldade de mastigação e de engolir; dificuldade na fala; e sensação de que há algo preso na garganta.

 

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