Calor faz ventiladores sumirem das lojas em Friburgo

Oferta não supre demanda por aparelhos e variação de preços exige pesquisa
sábado, 05 de janeiro de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Um dos poucos aparelhos encontrados no comércio (Fotos: Henrique Pinheiro)
Um dos poucos aparelhos encontrados no comércio (Fotos: Henrique Pinheiro)

Dias de sol, com pancadas isoladas de chuva durante a tarde e à noite, assim tem sido o verão do friburguense. O clima típico da estação não é nenhuma surpresa, mas o aumento das temperaturas, cuja máxima tem variado entre 25 e 30 graus na última semana, fez aumentar a procura dos consumidores por ventiladores.  Mas o aumento da demanda não foi acompanhado pela oferta: os aparelhos estão em falta na maioria das lojas do centro da cidade.

Nesta sexta-feira, 4, equipe de A VOZ DA SERRA visitou nove estabelecimentos comerciais à procura do aparelho. Em três deles, não havia ventilador nem em exposição. Segundo os vendedores, todo o estoque acabou na última semana e a opção oferecida é fazer encomenda pela loja e depois voltar para retirar o produto, sem custo de frete. Nesses casos o tempo de espera para receber o aparelho varia entre cinco a sete dias corridos.

“Estamos em falta de ventiladores desde o Natal, tanto na voltagem 110, quanto 220. Essa semana deve chegar um novo lote, mas a melhor opção é encomendar, assim o consumidor evita a taxa de frete das compras on-line e o produto tem chegado rápido. Apresentamos os modelos e marcas no site, solicitamos e a pessoa retira na loja”, explicou um dos vendedores de uma unidade de uma grande rede varejista instalada no município.

A questão da voltagem é outro problema: como Friburgo é o único município do Estado do Rio com tensão 220v, o consumidor deve estar atento e optar por equipamentos dentro desse parâmetro ou bivolts. Em três das lojas visitadas os aparelhos à venda não tinham a voltagem adequada para a cidade. Na primeira, o único modelo de ventilador disponível, de coluna, era 110v e, mesmo assim, restavam poucas unidades.

Na segunda loja, vários aparelhos das mais diversas marcas e modelos estavam em exposição, mas apenas dois atendiam as necessidades do friburguenses: um de mesa, 220v, e o outro, bivolt: “Todos os ventiladores que temos, estão à disposição do cliente, na loja, nenhum no estoque. São vários os modelos, mas a maioria é 110v. Aqui não chegamos a ficar sem o aparelho para venda, porque temos entregas quase que diárias para garantir a oferta, mesmo assim, a procura tem sido muito grande, o que chega, logo acaba”, revelou a vendedora.

“Com ajuda do Espírito Santo”

No terceiro estabelecimento, enquanto era feito o levantamento das unidades disponíveis para venda, o último ventilador de mesa foi comprado pelo pastor Valdir Costa. Sentindo-se, como ele mesmo definiu, abençoado pela compra, o pastor informou que adquiriu o aparelho para a sua igreja, em Olaria, após passar por uma situação de muito calor, literalmente, de sufoco, na última pregação, realizada na quarta-feira, 2.

“Estava muito calor e o ventilador que temos não estava dando conta de amenizar a temperatura. Uma das missionárias chegou a usar o envelope de oferta como abanador. Eu precisei de um lenço para secar o suor da testa. Hoje resolvi comprar um novo ventilador. Não procurei muito, pois, orientado pelo Espírito Santo, vim logo ao lugar certo e estou levando o último aparelho. Na semana passada, comprei um para a minha casa e também fui agraciado e tive a sorte de comprar a última unidade”, contou o pastor, aliviado.

Os outros três estabelecimentos visitados tinham poucas unidades restantes: uma deles estava apenas com um modelo disponível. Outra, vendia apenas ventiladores de teto e de parede. E a última possuía opções mais variadas, como mesa, coluna e parede.

Em uma das lojas, a secretária Daniele Oky, analisava os preços dos aparelhos: “Comecei a pesquisar essa semana. Quero um ventilador para usar especialmente no período da tarde, já que à noite ainda tem refrescado um pouco e não está tão complicado para dormir. Pelo que observei, a faixa de preço está bem parecida, mas vou buscar um pouco mais antes de comprar”, comentou.

Preços variam entre R$ 99 e R$ 300

Se a procura é maior do que a oferta, logo o consumidor se depara com aumento de preços. Sobre isso, há quem diga que a melhor época para comprar ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, é o inverno.

Nossa pesquisa constatou que os preços estão bem parecidos na maioria dos locais. É possível encontrar ventiladores a partir de R$ 99, usando como exemplo um modelo de mesa de 40 centímetros, que é um dos mais vendidos. Contudo, o valor aumenta de acordo com a marca do produto, o que faz com que um aparelho com as mesmas especificações chegue a custar R$ 329,90.

Uma curiosidade encontrada pela equipe do jornal foi o aumento de 41% de um dia para o outro em um produto comercializado por uma das lojas visitadas. A  auxiliar-administrativa Carol Bianchini nos informou que conseguiu adquirir um ventilador de coluna na última quinta-feira, 3, por R$ 70. No dia seguinte, sexta-feira, 4, o mesmo produto (marca, modelo e cor) estava custando R$ 99, ambos preços de promoção.

Manutenção de ar-condicionado

Se comprar um ventilador está difícil, conseguir agendar com um técnico para fazer a manutenção do aparelho de ar-condicionado tem levado o consumidor a participar de verdadeiros jogos de paciência. Segundo a denúncia de leitores, são poucas as empresas especializadas neste tipo de serviço no município e as agendas estão lotadas de pedidos.

“Em dezembro, fiz contato com a empresa onde comprei o aparelho, também responsável pela instalação, para solicitar uma visita, já que ele não está funcionando direito. A resposta foi que não tinha vaga. Voltei a fazer contato no início de janeiro e obtive a mesma resposta. Como o ar-condicionado não está mais na garantia, fui orientada pelo vendedor a procurar outra empresa que também presta esse tipo de serviço. Nesta consegui, com muito custo, que eles agendassem uma visita técnica para o dia 10 deste mês, mas sem garantia de execução do serviço. Caso não seja possível consertar na data, só tem vaga para fevereiro”, relatou uma consumidora.

 

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