Cadão pode voltar a assumir Frizão como treinador

Após auxiliar Merica do banco, zagueiro não descarta retorno aos gramados nem aposentadoria
sábado, 02 de setembro de 2017
por Vinicius Gastin
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Cadão no comando do Friburguense: futuro como treinador é possibilidade

Nas últimas duas rodadas o Friburguense teve no banco de reservas a liderança que fez falta dentro das quatro linhas. A ausência de Cadão foi sentida por todos que acompanham o dia a dia e os jogos do Tricolor da Serra, mesmo com o capitão presente a praticamente todos os treinos, viagens e compromissos. Além de líder, o capitão é também referência técnica dentro do clube.

Cadão não atuou de forma oficial neste ano pelo Friburguense. Ainda na pré-temporada, uma fratura na tíbia da perna direita, em um jogo-treino contra o Macaé, forçou o zagueiro a passar por cirurgia. A recuperação foi mais rápida que o previsto, mas não houve tempo hábil para retomar os treinos e adquirir forma física e ritmo ideais. Sendo assim, passou a auxiliar Merica, sendo escalado como técnico nos dois últimos compromissos da equipe.

“Eu vinha trabalhando como auxiliar-técnico do Merica já que ainda não consegui me recuperar da lesão que sofri no início do ano. O Merica teve um problema particular, não pôde comandar a equipe nos dois jogos, e eu acabei assumindo pra essas duas partidas finais. Foi legal, é uma situação nova e diferente”, resume.

Para Cadão, ficar na área técnica é mais sofrido do que estar em campo. No entanto, essa pode ser uma nova realidade em sua carreira dentro do futebol. O zagueiro ainda não confirma se vai seguir na função futuramente, mas deixou claro que se as oportunidades surgirem, ele vai tentar aproveitá-las. “É diferente de estar dentro de campo, sofri muito, mas foi legal, foi um bom aprendizado. Não sei se meu futuro vai ser como treinador, prefiro deixar acontecer naturalmente e entregar nas mãos de Deus. A medida que aparecer as oportunidades, vamos tentar aproveitar.”

Quanto ao retorno aos gramados em 2018, Cadão ainda não confirma ou descarta essa hipótese. “Ainda não sei se vou jogar ano que vem ou não. Tivemos uma temporada que tínhamos a pretensão de retornar para a primeira divisão, mas infelizmente isso não aconteceu. Devo me reunir com nossa diretoria nos próximos dias e com certeza irei decidir sobre essa questão se permaneço ou não jogando.”

Ídolo e referência no clube, Cadão é o recordista de jogos, tendo 412 partidas realizadas com a camisa do Frizão. Ele também é o segundo maior artilheiro do Friburguense, com 41 gols, atrás apenas de Ziquinha, que possui 51. Ele chegou ao Tricolor da Serra em 1996.

 

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