Banca de jornal em frente ao antigo Fórum é incendiada

Ação no fim de semana que destruiu toldo do estabelecimento, cujo lucro é destinado a cuidados com os animais, pode ter sido criminoso
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
por Guilherme Alt
Foto de capa
O toldo denificado pelo fogo (Foto: Henrique Pinheiro)

Na madrugada de domingo, 10, por volta das 2h da manhã, a banca de jornal que fica em frente ao prédio da Oficina de Escola de Artes e onde funcionam os três cartórios eleitorais, na Praça Getúlio Vargas, foi incendiada. De acordo com a dona da banca, a suspeita é de que tenha sido um ato criminoso.

“Aqui tem um disjuntor responsável por toda a eletricidade da banca. Não foi um problema elétrico porque ele estava desligado. O incêndio começou de fora para dentro”, afirma a proprietária Emilene Diniz, que trabalha no local há mais de dez anos, também é dona de outra banca do outro lado da Praça Getúlio Vargas e desconhece a motivação do crime.

Segundo Emilene, o transtorno só não foi maior porque o trabalho do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foi rápido “Eles [bombeiros e policiais] fizeram um trabalho excelente. Os bombeiros foram muito rápidos. A banca foi bastante atingida, mas o fogo não se alastrou. Pegou a parte da estrutura, o que vai me gerar um prejuízo de R$ 3 mil”.

Com o lucro gerado pela banca, Emilene ajuda um abrigo de animais. A proprietária é muito envolvida com a questão. De acordo com ela, no momento do incêndio vários materiais que foram comprados para os animais quase foram atingidos. “Eu estou com a banca cheia de ração, produtos pet, material de campanha de animais, dinheiro de doação, cobertores, que inclusive foram utilizados para apagar o incêndio...”, contou.

Emilene ajuda o abrigo dirigido por Cristina Pacheco. São cerca de 400 animais no abrigo. “Nós fazemos um serviço de utilidade pública, um trabalho que deveria ser feito pela prefeitura. Em dez anos já socorremos milhares de animais, já fizemos castrações por conta própria e arrumamos muitas famílias para adotá-los”.

A proprietária se disse indignada pelo fato de a região não ter uma segurança adequada. “Eu tenho uma banca em frente a um prédio público que foi restaurado e no local não tem uma câmera, um guarda. Que 200 anos é esse? Não tem nada para comemorar nessa cidade”.

O próximo passo, segundo Emilene, é acionar a prefeitura e Correios para ter acesso às imagens das câmeras de segurança mais próximas. “Como o Correios é uma instância federal é algo mais burocrático, mas com a Prefeitura, não. Hoje mesmo [segunda-feira], eu vou lá para tentar ver as imagens e descobrir quem fez esse ato covarde”.

 

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