Atleta do Carmo sobe ao pódio na Maratona Internacional do Rio

quarta-feira, 12 de setembro de 2012
por Jornal A Voz da Serra
ESPORTES - Atleta do Carmo sobe ao pódio  na Maratona Internacional do Rio
ESPORTES - Atleta do Carmo sobe ao pódio na Maratona Internacional do Rio

 

O corredor Paulo Rogério Braga Gonçalves, atleta do Carmo, representou a cidade na Maratona Internacional Rede Globo Yescom Pro Adidas. O evento realizado no aterro do Flamengo, contou com a participação de três mil atletas brasileiros e estrangeiros. A Rede Globo e a empresa Yescom, juntamente com a Adidas, foram os promotores da prova. 

Debaixo de um sol fortíssimo o pelotão de elite representado pelos melhores maratonistas do país e com a presença de quenianos e atletas olímpicos, ninguém esperava que Paulo Rogério conseguisse resistir ao ritmo estabelecido pelos mais fortes.

Dado o grau de dificuldade da prova, Paulo Rogério não aparecia como favorito, mas para a surpresa de todos, já na metade da maratona nosso atleta estava entre os primeiros, dividindo a liderança com o queniano Joseph Aperumoi e três brasileiros. 

Ao final foi só alegria quando Paulo Rogério cruzou a linha de chegada em 5° lugar (geral), e neste momento foi recebido por todos com abraços e saudações: “Foi um quinto lugar com gostinho de primeiro”, finalizou Paulo Rogério. Na cerimônia de premiação subiram ao pódio os seguintes atletas:

1°: Joseph Kachapin Aperumoi (Quênia)

2°: Fabiano Gomes dos Santos (Brasil)

3°: Edmilson dos Reis Santana (Brasil)

4°: José Everaldo da Silva Mota (Brasil)

5°: Paulo Rogério Braga Gonçalves (Carmo/RJ/Brasil) 

O próximo desafio de Paulo Rogério será a Maratona Maurício de Nassau, em Recife, dia 30. Outro representante do Carmo, o atleta Roberto Rimes Rosa foi campeão em Cataguases (MG) na Corrida da Independência, em 7 de setembro. 

 

 

Resgatando o passado

 

RUY KELLER DE ALMEIDA

 

Nosso homenageado de hoje é Ruy Keller de Almeida. Natural de Nova Friburgo, pai de Bruno e Ítalo, casado com Martha Helena Éboli, Ruy completaria 72 anos no dia 25 de julho. Mas uma parada cardíaca o levou deste mundo 20 dias antes, em 5 de julho.

Ele começou jogando no juvenil do Esperança e ascendeu às categorias principais na década de 1960. Em 1970, o Esporte Clube Saudade montou um time de craques e dependia de um grande goleiro: contratou Ruy. A estratégia funcionou e o clube roxo e branco foi a sensação e marcou época na segunda divisão do futebol friburguense.

Uma de suas paixões era a folia carnavalesca e por isso era um apaixonado pela Escola de Samba Unidos da Saudade onde, inclusive, ocupou cargos diretivos. No período de carnaval era um dos primeiros a ir buscar sua fantasia na quadra do Bairro Ypu. Ele também teve participação marcante no Bloco de Embalo “Maluco Beleza” onde desfilava todos os anos. 

Ainda no setor esportivo, Ruy foi um abnegado das saudosas olimpíadas promovidas pela Sociedade Esportiva Friburguense (SEF), época em que movimentava não só o clube da Colina como também todo o esporte da cidade.

Foi convidado pelo empresário Tony Ventura para divulgar sua marca (Ventura Chocolates) e apresentava-se como Papai Noel, desfilando em carro aberto pelos bairros e todo centro da cidade, fazendo com maestria o papel do bom velhinho. Ruy Keller foi um exemplo de vida e participação em nossa sociedade.

 

 

A escola como fonte de talentos olímpicos

 

Armando Guevara*

A recente participação do Brasil nos Jogos Olímpicos, na Inglaterra, a oportunidade de sediar a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, reforçam a necessidade de discutir como o país deveria promover o esporte amador e investir em novos talentos. Em 21 participações em olimpíadas, o Brasil mantém ainda a 15ª posição como sua melhor colocação, conquistada na Antuérpia, na Bélgica, há mais de 90 anos.  De lá para cá, pouca coisa mudou, principalmente no que se refere ao apoio ao esporte amador e à forma como os atletas brasileiros se credenciam às competições, quase que exclusivamente graças ao incentivo da família, amigos e treinadores.

A participação brasileira em Londres aponta outros sinais de fragilidade, em que pese a falta de incentivo que desperdiça talentos. Em Londres, dos 252 atletas, quase a metade (123) eram do eixo Rio-São Paulo. Juntas, as regiões Sul e Sudeste somavam 72,61% dos atletas da delegação brasileira, enquanto Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com maioria dos estados e maior porção territorial, com 49 atletas, representavam 19,44% do “Brasil Olímpico”. 

Diferentemente do que acontece aqui, nos Estados Unidos a escola tem papel fundamental na promoção do esporte amador e na descoberta de novos talentos. É ela quem forma a base de atletas de alto desempenho e revela possíveis medalhistas olímpicos. Nas universidades norte-americanas não é diferente. Proibidas de realizarem qualquer transação financeira com equipes profissionais, as universidades promovem o esporte amador com a realização de ligas universitárias. Como retorno do investimento realizado no estudante-atleta, a universidade reforça seu marketing esportivo, fideliza alunos e ex-alunos, vende produtos licenciados e, sobretudo, consegue retorno de imagem junto à comunidade local.

Um exemplo desse investimento é a oferta de bolsas de estudos. As universidades norte-americanas oferecem anualmente cerca de 350 mil bolsas de estudos, 80 mil das quais destinadas a estudantes estrangeiros. O esporte na escola movimenta mais de um bilhão de dólares em bolsas esportivas e ajuda financeira a estudantes todos os anos e também incentiva o empreendedorismo privado.

Um exemplo disso é a criação de empresas como o Collegiate Sports of America (CSA), hoje uma das maiores e mais tradicionais no recrutamento de jovens esportistas, que há 30 anos auxilia estudantes a conseguir bolsas de estudo nos Estados Unidos. Recentemente, o CSA desembarcou no Brasil com o mesmo propósito, o de selecionar talentos em esportes e encaminhá-los a universidades norte-americanas. 

Para o jovem estudante, além da possibilidade de reunir qualificações que o diferenciam em um mercado de trabalho acirrado, a bolsa de estudos esportiva permite desenvolver a habilidade em uma das 28 modalidades olímpicas oferecidas pelas universidades americanas. O modelo de eficiência explica o porquê de os Estados Unidos serem uma potência olímpica e inspira a construção de uma nova realidade para o Brasil.  

 

*diretor do Collegiate Sports of America no Brasil

 

 

 

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